- Roksana Lecka, nacional polonesa, foi condenada em junho por 21 acusações de crueldade contra crianças e recebeu oito anos de prisão em Londres, com sentença confirmada em setembro.
- Ela será deportada para a Polônia na quinta-feira sob o Early Removal Scheme, sem precisar cumprir o restante da pena no exterior.
- O pai de uma das crianças afirmou estar triste e frustrado com a deportação, após o tempo investido no caso e o veredito.
- Famílias temem que Lecka possa ferir outras crianças na Polônia; ela foi considerada risco de fuga e de ameaça à ordem pública.
- Membros do Parlamento e especialistas criticam o esquema, dizendo que ele pode permitir que criminosos não cumpram integralmente a pena, prejudicando a justiça para as vítimas.
O pai de uma criança de dois anos que foi vítima de maus-tratos com crueldade em creches de Londres reagiu com frustração à deportação da trabalhadora polonesa acusada de abusos. Roksana Lecka foi condenada a oito anos de prisão por 21 crimes de crueldade contra crianças entre 18 meses e dois anos, ocorridos em 2023 e 2024.
A decisão de deportar Lecka, sob o Early Removal Scheme (ERS) para estrangeiros, foi anunciada pouco tempo após a sentença. O esquema permite a remoção para o país de origem sem que a criminosa precise cumprir o restante da pena no segundo país, o que significa que ela poderá deixar o Reino Unido ao deixar a prisão.
Segundo familiares das vítimas, a deportação ocorreu menos de cinco meses após a condenação e gerou sentimento de que a justiça não foi plenamente cumprida, já que o restante da pena pode não ser cumprido no Reino Unido. As famílias temem que a ex-funcionária possa representar risco para outras crianças no exterior.
Entre as preocupações identificadas pela comunidade está a possibilidade de Lecka reincidir em abusos. A deputada Munira Wilson, da Lib Dem, ressaltou que as famílias desejam ver a justiça efetiva e que a deportação rápida pode dificultar o cumprimento integral da pena, segundo relatos à imprensa.
Mudanças legais recentes no ERS reduziram o tempo mínimo de cumprimento da pena para a elegibilidade à deportação e flexibilizam esse processo, o que tem gerado debate entre especialistas e defensores das vítimas. Críticos afirmam que a medida pode contornar a punição integral prevista pela sentença.
O Ministério do Interior foi contatado para comentar o caso, mas não houve retorno imediato. A reportagem busca esclarecer impactos da deportação para as vítimas e possíveis medidas de proteção a crianças em outros países. Fonte: The Guardian.
Entre na conversa da comunidade