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Moraes afirma que magistrados não julgam casos em que têm ligação

Moraes diz que magistrados não julgam processos com ligação, em meio ao debate sobre código de ética dos ministros do STF

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ministro Alexandre de Moraes, durante a sessão de quarta-feira 10 no julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes afirmou que magistrados não podem julgar processos em que tenham ligação, incluindo casos envolvendo familiares.
  • A declaração ocorreu durante o julgamento de ações que questionam a resolução do CNJ sobre o uso de redes sociais pelos membros do Judiciário.
  • Moraes disse que o magistrado está impedido de julgar qualquer causa na qual haja participação de familiares como advogado.
  • Ele rejeitou críticas a palestras de ministros e juízes, afirmando que a magistratura pode dar aulas e palestras.
  • No STF, o tema envolve críticas ao contrato do escritório da esposa de Moraes com o Banco Master; o ministro Dias Toffoli, relator, também defendeu a resolução do CNJ.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou nesta quarta-feira 4 que magistrados não podem ter ligação com o processo que julgam, incluindo casos no STF. A declaração ocorreu durante o julgamento de ações que questionam trechos da resolução do CNJ sobre o uso de redes sociais por juízes.

Moraes destacou que “o magistrado não pode ter ligação com o processo que julga” e reforçou que não deve haver participação de familiares como advogados em causas sob julgamento. A fala ocorreu em meio ao debate sobre um possível código de ética para os ministros do STF.

O ministro também afirmou que o magistrado está impedido de julgar qualquer causa em que haja parte ou quando familiares atuem como advogados. Em paralelo, ele criticou a hostilidade a palestras proferidas por autoridades do Judiciário.

Durante o julgamento, Moraes foi questionado sobre a relação entre atuação acadêmica e regras éticas. Em resposta, ressaltou que a magistratura pode atuar como forma de instrução pública, mas sem envolvimento político-partidário.

Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, defendeu a resolução do CNJ. Segundo ele, a magistratura não pode emitir opinião político-partidária ou eleitoral publicamente, e houve casos em que magistrados se afastaram da magistratura por causa da resolução.

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