- Marius Borg Høiby, 29 anos, filho da princesa herdeira, está em julgamento em Oslo por 38 crimes, entre eles quatro estupros e agressões.
- O caso envolve um after-party em 2018 na residência oficial Skaugum, onde, segundo a acusação, houve abalo sexual de uma mulher que estava inconsciente.
- Høiby afirma não se lembrar de ter feito as imagens ou de ter usado o telefone para gravar os vídeos, e sustenta que o sexo foi consensual e acordado.
- A vítima relatou ter memória interrompida da noite e que só soube dos registros após ver as imagens, descrevendo o ocorrido como traição e choque.
- O réu relatou que a imprensa o persegue desde a infância e que viveu uma vida de festas, álcool e drogas, destacando que não busca aprovação externa.
Marius Borg Høiby, 29, filho da princesa Mette-Marit, entrou com posicionamento firme em uma audiência em Oslo, afirmando não lembrar de vídeos que a polícia diz mostrarem ele cometendo agressões sexuais contra uma mulher em uma residência real. O depoimento ocorreu durante o julgamento dele por 38 crimes, incluindo quatro estupros e agressões.
Høiby é acusado de abusos ocorridos após uma festa em 2018, no porão do Skaugum, residência oficial do príncipe herdeiro. Os vídeos e fotos apresentados pela promotoria teriam sido feitos entre 7h12 e 7h17 de dezembro de 2018, período em que a promotoria sustenta que houve violência sexual sem consentimento.
Ao ser questionado sobre as imagens, o réu afirmou não se lembrar de tê-las produzido, embora tenha dito que a relação com a mulher foi consensual e que ela estaria acordada na época. Ele também afirmou ter consumido álcool e drogas na festa, sem entrar em detalhes sobre o que teria ocorrido.
A testemunha arrolada pela defesa afirmou recordar apenas parte da noite e que, segundo ela, houve sexo consensual em outra ocasião da mesma noite. Ela relatou ter ficado inconsciente em certos momentos e ter descoberto, por meio das imagens, que houve agressão.
Høiby descreveu ainda a pressão da imprensa ao longo dos anos, dizendo ter sido alvo de intensa perseguição. O jovem afirmou viver sob grande exposição pública desde a infância e que busca validação. Não houve declarações sobre responsabilização da família real neste contexto.
A vítima, cuja identidade permanece protegida por ordem judicial, relatou sentir-se traída ao ver as imagens. Ela afirmou ter memória parcial do início da noite e que só tomou ciência do suposto abuso após ser contatada pela polícia.
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