- Elias Rodriguez, 31, foi indiciado com quatro acusações adicionais de terrorismo, elevando o total de acusações relacionadas ao caso.
- As novas acusações se somam a nove acusações anteriores; várias carregam pena máxima de morte ou prisão perpétua.
- O tiroteio ocorreu durante um evento para jovens profissionais e diplomatas, promovido pela American Jewish Committee, em Washington, D.C.
- Rodriguez atirou aproximadamente vinte vezes com uma arma semiautomática e, conforme a acusação, gritou “Free Palestine”; morreram dois funcionários da Embaixada de Israel, Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim.
- A promotoria ressaltou que as acusações de terrorismo trazem pena obrigatória de prisão perpétua sob o código de DC, em meio a um contexto de debates sobre o conflito no Oriente Médio.
Um homem acusado de matar dois funcionários diplomáticos israelenses em Washington, D.C., no ano passado foi indiciado por quatro novas acusações de terrorismo. A denúncia foi tornada pública nesta quarta-feira.
A nova acusação soma nove crimes, incluindo crimes de ódio, apresentados anteriormente. Diversas das acusações carregam a pena máxima de morte ou prisão perpétua, segundo o Escritório do Procurador dos EUA no Distrito de Columbia.
“As acusações terroristas adicionais carregam uma sentença obrigatória de prisão vital”, afirmou a promotora chefe Jeanine Ferris Pirro em nota. O caso envolve Elias Rodriguez, 31, apontado como autor dos disparos.
Rodriguez teria aberto fogo em pessoas que deixavam um evento para jovens profissionais e diplomatas organizado pela American Jewish Committee, grupo que combate o antissemitismo e apoia Israel. Ele efetuou cerca de 20 tiros com uma pistola semiautomática e teria gritado Free Palestine, segundo autoridades.
Os tiros mataram Yaron Lischinsky, 30, e Sarah Lynn Milgrim, 26, que trabalhavam na Embaixada de Israel em Washington. A polícia federal informou que Rodriguez escreveu e publicou um manifesto na tentativa de justificar suas ações e inspirar violência política.
O ataque ocorreu em meio a debates acirrado sobre o conflito no Gaza e protestos estudantis nos Estados Unidos. O caso é considerado um ato de terrorismo pela promotoria, com desdobramentos jurídicos ainda em andamento.
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