- Ratinho Junior defende reforma do Judiciário e regras para nomeações ao STF e ao STJ, destacando a necessidade de modernização.
- O governador critica os penduricalhos pagos a magistrados que extrapolam o teto de R$ 46,3 mil.
- Propõe que ministros sejam juízes de carreira, com passado limpo e idade mínima de 60 anos para o STF.
- Diz que o Congresso deve debater reformas mais profundas, indo além de questões pontuais sobre nomes.
- Sobre possível indulto a Bolsonaro, afirma que não defendeu o benefício, mas é favorável à dosimetria para todos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), defendeu a necessidade de reformar o Judiciário brasileiro, após questionamentos sobre a autocontenção do STF e a adoção de um código de ética para a Corte, em meio ao debate sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. O tema ganhou forças no Senado, com parlamentares da direita defendendo a abertura de impeachment de ministros do Supremo.
Em entrevista ao SBT News nesta terça-feira (3), o pré-candidato enfatizou que a reforma precisa abranger o Judiciário como um todo, não apenas o STF, para ampliar a eficiência e a legitimidade das instituições.
O governador destacou ainda a existência de penduricalhos para magistrados, o que extrapola o teto salarial de R$ 46,3 mil. Segundo ele, é necessário repensar esses adicionais para evitar distorções financeiras no sistema (a expressão de dados sobre valores não foi especificada no pronunciamento).
Proposta de reforma do Judiciário
Para Ratinho Junior, o debate deve avançar para regras sobre a nomeação de ministros do STF e do STJ, com critérios mais rigorosos. Ele sugeriu que as indicações sejam feitas apenas por juízes de carreira com histórico limpo e, eventualmente, a adoção de uma idade mínima de 60 anos para o STF, mantendo foco na experiência no Judiciário.
O governador também comentou o tema de um possível indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena pela participação em atos de 8 de janeiro. Disse não ter defendido o indulto para Bolsonaro especificamente, mas afirmou apoiar uma dosimetria discutida no Congresso para pacificar a questão, estendendo a avaliação a todos os envolvidos.
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