- Fiscais federais pedem ao juiz que autorize o uso de letras, vídeos e imagens de Lil Durk como evidência no julgamento de assassinato por encomenda, rejeitando o pedido da defesa para barrá-los.
- A acusação afirma que o material demonstra a intenção, motivação e papel de liderança de Durk dentro da OTF, ligada à suposta recompensa a rivais.
- O caso envolve uma suposta conspiração para oferendar a morte de um rival, associada ao assassinato de 2022 em Los Angeles, relacionado à rivalidade com Quando Rondo após a morte de King Von.
- Provas já apresentadas incluem o vídeo de “Risky”, trechos das músicas “AHHH HA”, “Rumors” e “Hanging with Wolves” e faixas com o coautor Deandre Dontrell Wilson (Deeski).
- A defesa aponta risco de prejuízo injusto e afirma que o governo não contextualizou adequadamente a música; há ainda menção a uma faixa inédita chamada “Scoom His Ass” encontrada em celular de um dos co réus.
O Ministério Público dos Estados Unidos pediu ao juiz que rejeite a defesa de Lil Durk e permita o uso de letras, videoclipes e imagens associadas como provas em seu julgamento federal por contratar assassinato. A defesa alega que o material criaria preconceito injusto junto ao júri.
Segundo documentos obtidos pelo Rolling Stone e pela VIBE, a promotoria sustenta que excluir as palavras e conteúdos visuais do rapper dificultaria a avaliação de evidências relevantes ligadas às acusações. Durk Devontay Banks é acusado de ordens de contratação de um atirador para retaliar um rival.
A promotoria afirma que o suposto complô teve motivação de retaliação pela morte de King Von, amigo próximo de Durk e artista do OT F, em Atlanta, em novembro de 2020. Von faleceu após queda de nova altercação com Quando Rondo.
Prosecutores apontam que vídeos musicais e arquivos de áudio apresentados demonstram inteligência, objetivo e liderança de Durk dentro do OT F, segundo a acusação. Entre as peças citadas estão o videoclipe de *Risky*, lançado dois meses após o assassinato de Robinson, e as letras de *AHHH HA*, *Rumors* com Gucci Mane e *Hanging with Wolves*.
Além disso, várias faixas de Durk com o co-réu Deandre Dontrell Wilson, conhecido como Deeski, foram apresentadas como evidência pelos investigadores. Os documentos indicam que parte da letra faz referência à violência e ao suposto financiamento de atos contra rivais.
Entre as evidências, pode haver também uma faixa não lançada com Boonie Mo descoberta no celular de um dos co-réus, intitulada Scoom His Ass. A letra descreve ações de perseguição e o uso de armas, com menção a um jargão de caçadores de recompensa.
Os promotores acrescentam que certas letras descrevem supostos vínculos de Durk com atos de violência contra rivais e o financiamento dessas ações. Um trecho de uma participação dele em Nardo Wick, *Who Want Smoke?? (Remix)*, é citado no material apresentado.
Em sua defesa, o time de Durk argumenta que impedir o uso dessas letras poderia prejudicar o devido processo e que o governo não contextualizou adequadamente o material musical. A defesa apresentou a primeira objeção em janeiro, destacando o risco de preconceito e a falta de contextualização.
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