- Um detetive particular dos EUA, Daniel Portley-Hanks, disse ter comprado uma casa na Califórnia com cerca de $150 mil em economias, quase todas obtidas por trabalhos para o Daily Mail publisher.
- Ele afirmou ter recebido aproximadamente $1 milhão por serviços prestados para o Mail on Sunday, outro título da Associated Newspapers Ltd.
- Portley-Hanks, de 79 anos, alegou ter ido à falência depois que a editora deixou de usar seus serviços, em meio à investigação Leveson de 2012, sob a condição de renunciar à licença de investigador particular.
- O testemunho ocorre em processo movido por sete demandantes, incluindo o príncipe Harry, Elton John e Elizabeth Hurley, que acusam a ANL de uso de técnicas de obtenção de informações ilegal há décadas.
- A ANL nega as acusações, afirma que todos os artigos foram obtidos por meios legais e questiona a relevância de alguns nomes citados, além de alega haver ausência de provas consistentes.
Um detetive particular norte-americano afirmou em tribunal ter recebido aproximadamente 1 milhão de dólares por trabalhos para a Associated Newspapers Ltd., empresa dona do Daily Mail. Daniel Portley-Hanks, conhecido como “Detective Danno”, prestou depoimento em um processo movido por sete demandantes, incluindo o príncipe Harry.
Segundo Portley-Hanks, ele comprou uma casa grande na Califórnia e possuía cerca de 150 mil dólares em economias, quase inteiramente provenientes de serviços para a editora. Ele disse ter trabalhado para o Mail on Sunday, outra publicação do mesmo grupo, entre o início dos anos 1990 e 2013, atuando como a pessoa encarregada de dados.
O processo, levado a cabo no Reino Unido, envolve acusações de uso de técnicas de coleta de informação ilegais ao longo de décadas. Além do príncipe Harry, estão no elenco Elton John, David Furnish, Elizabeth Hurley, Sadie Frost, o ex-líder Liberal Democrata Simon Hughes e a mãe de Stephen Lawrence, Doreen Lawrence.
Portley-Hanks relatou que era responsável por localizar contatos e dados privados de alvos com rapidez, muitas vezes apenas com um nome ou número de telefone. Ele afirmou, porém, que não considerava as atividades ilegais na época, mas hoje reconhece que algumas ações podem violar a lei britânica.
A defesa da ANL contestou o testemunho, destacando declarações anteriores do testemunha de que não havia violado a lei. O grupo nega que jornalistas da empresa tenham cometido irregularidades e descreveu as alegações como “lurid” e “preposterous”.
Além disso, Portley-Hanks afirmou que a editora tentou ocultar o uso contínuo de investigadores privados, pedindo que ele mudasse seu endereço de e-mail para parecer que era um repórter de Hollywood. Alega também que houve uma ocasião em que foi usado para facilitar pagamentos a um policial em relação a Jeffrey Epstein, o que a ANL nega.
O caso segue em andamento, com a participação de outros envolvidos ainda a ser confirmada. O tribunal avalia as evidências apresentadas pela parte acusadora e pela defesa, sem conclusão prevista até o momento.
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