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Dino arquiva investigação sobre senador flagrado com R$ 33 mil na cueca

Dino arquiva investigação contra o senador Chico Rodrigues por ausência de indícios; caso passa à Justiça Federal em Roraima

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR)
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  • O ministro Flávio Dino arquivou a investigação contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado com R$ 33,1 mil na cueca durante a Operação Desvid-19, em 2020.
  • A decisão acolhe pedido da Procuradoria-Geral da República, que argumentou ausência de indícios mínimos de ocultação de valores durante busca e apreensão.
  • Os autos foram enviados à primeira instância, ficando a cargo da Justiça Federal e do Ministério Público Federal em Roraima.
  • Na época do ocorrido, Chico Rodrigues era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado; as apurações envolviam desvio de emendas para ações de combate à covid-19.
  • A PGR sustenta que, mesmo sem vínculo funcional direto com o mandato, havia densidade indiciária suficiente para abrir processo, mas o STF decidiu pelo encerramento da apuração no âmbito estadual.

O ministro Flávio Dino, do STF, arquivou a investigação contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR). A decisão acolhe pedido da Procuradoria-Geral da República para encerrar o caso, iniciado na Operação Desvid-19 da PF, deflagrada em 2020.

Chico Rodrigues foi flagrado com dinheiro na cueca durante a operação, em Boa Vista (RR). Ao todo, R$ 33,1 mil foram encontrados na ocasião, somando cerca de R$ 100 mil na residência do senador. A apuração investiga possível uso de recursos de emendas para contratos.

A PGR havia indicado que a investigação não reuniu indícios mínimos de ocultação de valores durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Com isso, pediu o fim da apuração no STF.

A decisão de Dino determina o envio dos autos à Justiça Federal em Roraima. O caso passa a ficar sob a alçada da Justiça Federal e do Ministério Público Federal no estado.

O Estadão solicitou manifestação de Chico Rodrigues sobre a decisão. A mensagem foi recebida pela reportagem, que aguardava o posicionamento do senador.

À época do flagrante, o senador atuava como vice-líder do governo no Senado, alinhado ao então presidente Jair Bolsonaro. A PF investigava desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, envolvendo emendas parlamentares.

Segundo apuração do jornal, o material apreendido ampliou a apuração sobre contratos com dinheiro público e possível sobrepreço de quase R$ 1 milhão em contratações. A ordem de busca foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, naquela ocasião.

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