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Ativistas contestam política escocesa sobre presas trans em prisões femininas

Campanha questiona política da Escócia que aloca presos trans em prisões femininas, dizendo que avaliação de risco individual contraria decisão sobre espaços para mulheres

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Supporters of For Women Scotland protesting outside the Scottish parliament in September.
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  • For Women Scotland contesta a orientação de abrigar presas trans com base em avaliação de risco individual, dizendo que isso contraria a decisão do supremo sobre espaços apenas para mulheres.
  • Ação veio após decisão histórica de abril passado que definiu mulher como sexo biológico; o governo britânico avalia novas diretrizes sobre inclusão de mulheres trans em espaços exclusivos.
  • Durante a audiência, o advogado Aidan O’Neill argumentou que regra geral de acomodação não deve violar a Convenção Europeia de Direitos Humanos; não há jurisprudência que determine automaticamente prisioneiras trans em prisões femininas.
  • Até junho de 2025, havia dezenove presas trans, com oitenta por cento alojadas em unidades compatíveis com o sexo biológico.
  • Reação política: o líder trabalhista escocês, Anas Sarwar, prometeu agir para proibir prisões de transgénero em prisões de mulheres, caso seja primeiro-ministro; o caso ocorreu após o caso de Isla Bryson.

A campanha For Women Scotland questiona a orientação de alojar presas trans em prisões femininas, em Edinburgh, no âmbito de uma revisão judicial. A ONG argumenta que a diretiva de avaliação de risco individual conflita com a decisão histórica sobre espaços exclusivamente femininos.

A defesa sustenta que manter uma regra única de alocação pode violar obrigações da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A audiência ocorre no Court of Session, com vista a esclarecer se políticas públicas podem seguir esse caminho sem extrapolar precedentes da ECHR.

O processo foi movido após a decisão do ano passado que definiu mulher pela lei de igualdade com base no sexo biológico. O governo britânico ainda analisa orientações sobre aplicação desse veredicto a mulheres trans em espaços exclusivos.

Contexto legal e números da implementação

O Serviço Prisional da Escócia confirmou que, até junho de 2025, havia 19 presas trans, das quais 80% estavam em prisões compatíveis com seu sexo biológico. A defesa aponta riscos para mulheres condenadas por crimes graves.

O advogado Aidan O’Neill KC afirmou que não há jurisprudência da Corte Europeia que imponha colocação de homens transidentificados na ala feminina. Alega que o governo está pedindo ao tribunal para extrapolar esse entendimento.

O advogado criticou a política como acionada por cálculo político, sugerindo que mulheres presas são usadas como peças. O caso destaca tensões entre direitos de pessoas trans e espaço seguro de mulheres.

Repercussões políticas e recentes desenvolvimentos

O líder trabalhista Anas Sarwar disse que, caso derrotado nas eleições, pode atuar para proibir presas trans em prisões femininas. O primeiro-ministro e líder do SNP, John Swinney, reconhece sentimentos amplos, mas afirma responsabilidade governamental.

A mudança de diretriz segue após o caso de Isla Bryson, trans condenada por crimes graves, que gerou forte comoção pública. O episódio motivou críticas à forma como as autoridades gerenciam a questão.

O governo escocês mantém que a política visa compatibilizar as obrigações legais com o tratamento de indivíduos trans, sem favorecer nem discriminar. A decisão final depende do tribunal e de futuras orientações oficiais.

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