- Mais de 3 milhões de arquivos sobre Jeffrey Epstein indicam que outros homens teriam participado do abuso, questionando alegações de autoridades de que não há evidências para investigar terceiros.
- Documentos sugerem que Epstein fornecia vítimas a outras pessoas; há menções a Weinstein, Leon Black e Jean-Luc Brunel como possíveis envolvidos.
- Memorando de acusação de 26 de janeiro de 2021 descreve um encontro em que uma acusadora afirmou que o homem seria Harvey Weinstein; Weinstein nega as acusações e afirma nunca ter sido processado.
- Um documento do FBI, com apresentação posterior a julho de 2025, descreve alegação de que Epstein mandou uma vítima massagear Black, enquanto ele estaria nu; Black nega irregularidades e não houve acusações criminais contra ele.
- Advogados de vítimas disseram que Epstein e Maxwell forneciam garotas a pessoas ricas e influentes; especialistas afirmam que ainda há muitas perguntas sobre a participação de terceiros e investigações em curso.
Jeffrey Epstein permanece no centro de novas revelações após a divulgação de mais de 3 milhões de arquivos ligados ao caso. Os documentos sugerem que outros homens teriam recebido vítimas do financier e que autoridades questionam a afirmação de que não haveria evidências para investigar terceiros envolvidos em seus crimes.
Entre as informações divulgadas, há alegações de que Epstein teria disponibilizado vítimas a terceiros. Documentos anteriores e peças judiciais apontam possíveis involvement de outras pessoas com Epstein e sua cúmplice Ghislaine Maxwell.
Uma acusação relata que Maxwell informou a vítima que Epstein precisava sair de casa, mas haveria um amigo hospedado a quem a vítima poderia oferecer um atendimento. Segundo o relato, esse(a) associado(a) ofereceu pagamento em troca de sexo.
Uma defesa apresentada em memorando de acusação, datado de 26 de janeiro de 2021, descreve o encontro e aponta que, ao apresentar fotos, a vítima reconheceu Harvey Weinstein como o homem citado. Os nomes dos promotores federais são redigidos.
Ainda não está claro o quão ampla foi a apuração dessas alegações. Weinstein foi condenado por abusos sexuais em outros casos, mas não foi processado em relação a Epstein.
Outro documento, vindo de uma apresentação da FBI, menciona a acusação de que Epstein orientou uma vítima a massagear Weinstein, que, segundo o material, teria mandado a vítima tirar a blusa e, diante da recusa, ameaçado levar mulheres para gerar pressão.
Weinstein nega envolvimento em condutas com Epstein. A defesa afirma que o memorando descreve alegações internas, não comprovações, e que Weinstein nunca foi acusado ou investigado nesse vínculo.
O empresário Leon Black aparece em uma lista de nomes proeminentes em uma apresentação da FBI sobre o caso. Não há confirmação de verificação dessas alegações pela autoridade. Black nega irregularidades.
Segundo o material, Epstein teria sugerido a uma pessoa fornecer massagem a Black, que estaria nu. Outra vítima afirmou ter feito a massagem e descrito prática de sexo oral, sem comprovação de crime.
Registros indicam abertura de investigação por parte da Promotoria de Manhattan contra Black em relação ao caso Epstein, embora não haja denúncia criminal contra ele. Um civis já foi encerrado ou retirado, e autoridades não comentaram sobre a possível investigação.
Os advogados de Black destacaram que uma investigação independente, conduzida pela Dechert, concluiu que o negócio com Epstein foi de consultoria patrimonial e tributária, sem ciência de atividades criminosas por parte de Epstein.
Relatos anteriores também sugerem a possível participação de terceiros. Maria Farmer, artista ligada a Epstein, mencionou que o financier teria roubado fotos nuas de seus irmãos, em documento de 1996.
Outros materiais indicam que Epstein e outros poderiam ter compartilhado imagens de abuso de menor. Um advogado de coexecutor da herança de Epstein pediu orientação à FBI em 2023, em meio à análise de documentos.
Entre as referências, havia menção a Jean-Luc Brunel, agente de modelagem francês preso em 2020 por suspeita de crimes envolvendo menores. Brunel morreu na prisão, em 2022, em circunstâncias associadas a um possível suicídio.
Figuras centrais das ações de Epstein, incluindo Virginia Giuffre — que relatou exploração por peers masculinos de Epstein —, também aparecem em registros, com relatos de traffico para figuras de alto perfil. Giuffre faleceu neste ano.
Advogados de vítimas afirmam que Epstein forneceu jovens a pessoas ricas e influentes, mantendo controle sobre quem era exposto a tais atividades. Eles destacam que a ausência de uma lista formal de clientes não elimina alegações de participação de terceiros.
Perspectivas e próximos passos
- Representantes de vítimas enfatizam a necessidade de esclarecer a extensão da participação de terceiros.
- Autoridades indicam que investigações seguem em curso, com respostas ainda pendentes sobre identidades envolvidas.
- As declarações de defesa ressaltam que muitas informações são alegações em memorandos, sem comprovação formal.
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