- Heather Jones, de Alabama, resolveu um caso de conduta menor envolvendo prática de direito não autorizada, com dois anos de liberdade condicional, após acusar um padre de comportamento predatório.
- A denúncia diz que Robert “Bob” Sullivan, então padre, oferecia apoio financeiro em troca de companhia, incluindo relações sexuais, quando Jones tinha 17 anos.
- Sullivan pediu dispensa das obrigações do sacerdócio ao Vaticano, e o Papa Leo XIV concedeu a dispensa em 22 de novembro.
- Jones afirma que o acordo a deixa “livre e limpa” de uma questão legal que pode ter sido usada para atingi-la depois de vir a público.
- O caso de Jones ocorre em meio a controvérsias sobre conduta de autoridades religiosas e vítimas, e ela também foi presa por prática da lei sem licença oito dias após a reportagem.
Heather Jones, moradora do Alabama, resolveu um caso de conduta inadequada após denunciar um sacerdote católico por comportamento predatório. O acordo foi fechado em 28 de janeiro, com duas anos de liberdade condicional, sob a acusação de prática ilegal de direito sem autorização. A decisão ocorreu poucos dias depois de Jones tornar públicas suas acusações contra o padre Robert “Bob” Sullivan, que saiu do clero em novembro.
O caso teve início quando Jones, então com 17 anos, afirmou ter sido abordada pelo sacerdote para manter um relacionamento que incluía apoio financeiro em troca de companhia, incluindo encontros íntimos. Jones descreveu ter sido levada para várias cidades do Alabama, com pagamentos significativos para permanecer em silêncio, e alegou que Sullivan a conheceu por meio de empregos na indústria de entretenimento local. Ela apresentou uma denúncia à diocese de Birmingham.
Sullivan, então padre da paróquia Nossa Senhora das Dores em Homewood e assessor vicari geral da diocese, separou-se do sacerdócio após as denúncias. A diocese enviou a queixa ao Vaticano, que abriu processo e, em 22 de novembro, o Papa Leo XIV autorizou que Sullivan se desvinculasse definitivamente do sacerdócio. A defesa não respondeu de imediato aos questionamentos. Em paralelo, Jones foi presa oito dias após a publicação da denúncia original por suposta prática de advocacia sem licença, relacionada a uma petição apresentada em benefício de um homem envolvido em processo local. Procuradores disseram que a petição foi assinada em nome de Jones, que alegou atuar como estudante de direito, sem autorização. A audiência para o caso foi mantida para o momento da firma do acordo.
Jones disse à imprensa que o acordo a deixa tranquila quanto à questão legal, que vê como possível tentativa de abalar sua credibilidade após as denúncias. Ela afirmou que, ao dormir, encontra paz com suas ações e intenções, e agradeceu o apoio recebido de outras sobreviventes e de apoiadores que a encorajaram a falar sobre o caso. A Procuradoria da região não comentou a respeito do acordo.
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