- ProPublica identificou os dois agentes da Patrulha Fronteiriça — Jesus Ochoa, de 43 anos, e Raymundo Gutierrez, de 35 — como responsáveis pela morte de Alex Pretti em Minneapolis, em vinte e quatro de janeiro, alvejado com dez tiros pelas costas.
- Os agentes integram a operação Metro Surge, enviada do sul do Texas por autoridades migratórias dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump. Ochoa é diplomado em direito penal; Gutierrez trabalha na Office of Field Operations da Agência de Aduanas e Proteção Fronteiriça (CBP).
- Pretti era enfermeiro da unidade de cuidados intensivos do hospital para veteranos; ele interveio entre agentes e uma mulher alvo da operação, portava arma legalmente em Minnesota, mas não a utilizou, e gravava com o celular no momento dos disparos.
- Ambos estão suspensos. O Departamento de Justiça abriu uma investigação federal de direitos civis, independente da apuração interna do Departamento de Segurança Nacional (DHS). A conclusão preliminar apontou dois atiradores, e não um.
- OHS políticos pressionam por transparência; o governo tem sido acusado de culpar Pretti antes da conclusão das investigações. A identidade do agente que matou Renée Good, em janeiro, já era conhecida (Jonathan Ross), em meio a controvérsias sobre a justificativa do disparo.
Dois agentes da Patrulla Fronteriza foram identificados como responsáveis pela morte de Alex Pretti, enfermeiro do setor de terapia intensiva do hospital de veteranos de Minneapolis. O caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Pretti foi baleado pelas costas, após ser alvo de um confronto com agentes. A identidade dos agentes só foi divulgada pelo meio de investigação ProPublica, após diversos dias de sigilo.
Segundo a apuração, os agentes são Jesus Ochoa, de 43 anos, e Raymundo Gutierrez, de 35. Ambos integram a CBP e teriam chegado a Minnesota como parte da operação Metro Surge, ordenada pela administração de Donald Trump para reforçar ações migratórias no sul do Texas. Ochoa julga-se diplomado em direito penal.
Ambos os agentes encontram-se suspensos de suas funções, enquanto investigações seguem em curso. O caso já motivou apelos por transparência de parlamentares de diferentes correntes, que cobram esclarecimentos sobre o andamento da apuração. A divulgação dos nomes ocorreu após pressão pública.
Pretti era membro da equipe de enfermagem do hospital e ficou no centro de protestos locais contra o grande contingente federal na cidade. Ele foi baleado depois de tentar impedir que agentes detivessem uma mulher buscando, segundo relatos, uma abordagem de rotina. Pretti não sacou a arma durante o incidente.
A polícia federal abriu uma investigação federal de direitos civis, conduzida pelo Departamento de Justiça, que deverá ser independente da apuração interna do DHS. A apuração inicial indicou que dois agentes dispararam, revertendo a hipótese inicial de apenas um atirador.
Até o momento, não houve confirmação de motivação ou de conduta que justifique os disparos. A fiscalização de conduta policial continua em andamento, com a participação de autoridades federais e estaduais para avaliar as evidências, depoimentos e imagens disponíveis.
O caso de Pretti amplia o debate sobre o papel das forças federais em cidades com forte resistência local a políticas migratórias. A administração federal tem sido alvo de críticas por ações e falas sobre o uso de força, com diversos agentes suspensos ou investigados.
Além de Pretti, a cidade de Minneapolis vivencia tensões associadas à presença de agentes federais. As autoridades locais destacam a necessidade de coordenação entre órgãos federais e municipais para evitar escaladas de violência durante operações de busca e proteção de direitos civis.
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