- Brendan Banfield foi considerado culpado pelo assassinato da esposa, Christine Banfield, e de Joseph Ryan, suposto inocente usado como bode expiatório no esquema para eliminar a esposa.
- A promotoria afirma que Banfield e a au pair Juliana Magalhães, com quem ele tinha caso, criaram um plano para atrair Ryan à casa e simular um invasor.
- Magalhães já havia se declarado culpada de homicídio culposo (manslaughter) em 2024 e testemunhou contra Banfield no julgamento.
- Ela disse que os dois fingiram ser Christine Banfield em um site de fetiches e usaram isso para atrair Ryan, encenando o tiroteio.
- Banfield pode pegar prisão perpeta; Magalhães aguarda a sentença, com a possibilidade de liberdade mediante tempo já cumprido.
Brendan Banfield, um ex-fiscal da Receita Federal dos EUA, foi considerado culpado nesta segunda-feira pelo homicídio de sua esposa, Christine Banfield, e de outra pessoa, Joseph Ryan. Prosecutores afirmam que Ryan foi atraído até a residência do casal como vítima de uma farsa para eliminar Christine. Juliana Magalhães, a au pair brasileira que mantinha relacionamento com Banfield, também participou do esquema e cometeu o segundo homicídio.
Segundo o relato do caso, Banfield encontrou Ryan agredindo Christine com uma faca na manhã de 24 de fevereiro de 2023. Além de atirar em Ryan, Banfield disse ter disparado contra a própria esposa. O promotor sustentou que a história apresentada por Banfield era improvável e que havia uma conspiração para livrar-se de Christine.
Juliana Magalhães se declarou culpada de homicídio culposo em 2024 e depôs contra Banfield durante o julgamento. Ela relatou que ambos fingiram ser Christine em um site de fetiches e usaram esse disfarce para atrair Ryan a ser alvo de um encontro sexual com uma faca, simulando a cena de um intruso atacante.
Provas e depoimentos
O advogado de defesa, John Carroll, questionou a credibilidade do testemunho de Magalhães, alegando que ela coopera com a acusação para reduzir a pena. Banfield afirmou que o testemunho de Magalhães era extremamente duvidoso. Evidências digitais mostraram que Christine administrava uma conta de mídia social associada à família, sob controvérsia interna na polícia.
A promotora Jenna Sands informou que a condenação não depende apenas do testemunho de Magalhães, apontando uma variedade de provas, inclusive perícias que indicaram manchas de sangue nas mãos de Ryan sugerindo que o sangue de Christine pingou sobre ele.
O júri demorou quase nove horas de deliberação, ao longo de dois dias, para chegar ao veredito. Banfield enfrenta pena de prisão perpétua na sentença. Magalhães deverá ser julgada separadamente, com possibilidade de cumprir apenas o tempo já cumprido, conforme acordo.
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