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Gestão fraudulenta de banco é crime com maior pena no caso Master

Gestão fraudulenta de instituição financeira é o delito com maior pena sob investigação no caso Master, apurado no STF sob relatoria de Dias Toffoli

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • A gestão fraudulenta de instituição financeira é o crime com pena mais alta, de três a doze anos de reclusão, mais multa, entre as acusações do caso Master ligado à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB em 2025.
  • Além disso, aparecem na investigação falsidade de documento público (máximo de seis anos) e associação criminosa (de um a três anos).
  • O inquérito, relatado pelo ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal, envolve três frentes: a tentativa de venda do banco ao BRB; fraudes financeiras envolvendo fundos de investimentos, especialmente pela gestora Reag; e atuação de influencers supostamente pagos para atacar o Banco Central.
  • A expectativa é concluir a investigação sobre a compra até meados de março, com possibilidade de desmembramento para processing em primeira instância ou no STF, conforme foro.
  • A decisão sobre remeter parte ou toda a apuração à primeira instância depende de Toffoli; provas, incluindo dados de cinco celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, são centrais para esse desfecho.

O inquérito criminal sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do STF, apura gestão fraudulenta de instituição financeira, falsificação de documento público e associação criminosa. O foco é a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB em 2025, processo que foi barrado pelo Banco Central, que liquidou o banco de Daniel Vorcaro. A investigação envolve denúncias de irregularidades no negócio e em documentos ligados ao caso.

Além da gestão fraudulenta, a apuração também investiga falsidade de documento público e associação criminosa. As penas previstas variam de 3 a 12 anos de reclusão para gestão fraudulenta, até 6 anos para falsidade e 1 a 3 anos para associação criminosa. Os defensores dos investigados também estão sendo ouvidos no âmbito do STF.

A apuração, que tramita no STF, reúne três frentes de investigação, segundo autoridades: a tentativa de venda do Master ao BRB, fraudes financeiras relacionadas a fundos de investimento e a atuação de influencers supostamente pagos para atacar o Banco Central. A conclusão pode exigir desmembramento para Justiça Federal do DF, dependendo de envolvimento de autoridades com foro.

Três frentes de investigação

Os investigadores esperam concluir a parte sobre a venda do Master ao BRB até meados de março, com possibilidade de atraso para o fim de fevereiro. A análise de dados de cinco celulares apreendidos em operações da Polícia Federal é considerada decisiva para definir desmembramentos.

Em depoimento ao STF no final de 2025, Vorcaro negou irregularidades na venda do banco e destacou uma crise de liquidez na instituição. Segundo ele, o Master era solvente e a crise foi agravada por mudanças regulatórias que impactaram a captação de recursos.

A defesa de Vorcaro informou que não houve contratação de campanhas de difamação ou disseminação de fake news por ele, e que está sob ataque difamatório orquestrado por informações falsas que prejudicam a reputação do empresário.

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