- O capitão russo Vladimir Motin, de cinquenta e nove anos, foi considerado culpado de homicídio culposo grave pelo acidente envolvendo o navio Solong e o rebocador Stena Immaculate, ao largo da costa leste da Inglaterra, em vinte de março de 2025.
- A colisão, que ocorreu enquanto o Stena Immaculate estava ancorado com pouco mais de duzentos e vinte mil barris de combustível de aviação de alta qualidade, provocou incêndio em ambas as embarcações e resultou na morte de Mark Pernia, de 38 anos, tripulante do Solong; o corpo nunca foi encontrado.
- O procurador Tom Little afirmou aos jurados que Motin não fez nada para evitar a colisão, estando na rota de colisão por mais de trinta minutos antes do acidente fatal.
- O advogado de Motin, James Leonard, disse que Motin tentou, sem sucesso, tirar o Solong do autopiloto e alterar a rota, sustentando que, apesar da culpa, ele não agiu com negligência grave.
- Após julgamento no Old Bailey, Motin foi condenado pela homicídio culposo grave de Pernia e será sentenciado na quinta-feira.
O capitão de um navio cargueiro russo foi considerado culpado nesta segunda-feira pela morte de um tripulante a bordo de um cargueiro-tanque americano, após uma colisão ocorrida na costa leste da Grã-Bretanha no ano passado. Vladimir Motin, 59 anos, foi condenado por homicídio culposo por negligência grave.
O incidente envolveu o Solong e o Stena Immaculate, que estava ancorado e transportava mais de 220 mil barris de combustível de alta qualidade para aviação. A colisão provocou incêndio em ambos os navios e a morte de Mark Pernia, tripulante filipino de 38 anos, cujo corpo não foi localizado e é considerado desaparecido.
Segundo o promotor, Motin não fez nada para evitar a colisão, mantendo a rota por mais de 30 minutos antes do choque fatal. O advogado de Motin afirmou que houve tentativa de desativar o autopilot e mudar de curso, sustentando que houve falha grave, mas não negligência extrema.
O caso foi julgado no Old Bailey, em Londres. Motin, que havia se declarado inocente, será condenado nesta quinta-feira. O juiz deverá definir a pena com base na gravidade da negligência comprovada durante o processo.
Detalhes do caso
- Motin foi réu acusado de negligência grave que resultou na morte de Pernia.
- A defesa argumentou que Motin tentou tomar controle manual do leme, porém sem sucesso.
- A vítima continua sem confirmação de identidade e permanece como desaparecido.
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