- O ministro Dias Toffoli deve levantar, nos próximos dias, parte do sigilo das investigações do caso Banco Master, de forma seletiva para não comprometer a apuração.
- A abertura visa ampliar a transparência sem expor elementos sensíveis, segundo a leitura interna de investigadores, enquanto críticos veem como freio ao debate público sobre possíveis nomes influentes citados no caso.
- Toffoli pretende aguardar pelo menos mais sessenta dias de andamento das diligências antes de decidir se o processo fica no Supremo Tribunal Federal ou retorna à primeira instância.
- A Polícia Federal pediu tempo adicional para aprofundar as diligências, mantendo o caso sob supervisão direta do STF por ora e sem descartar novas fases da operação Compliance Zero.
- O relator foi alvo de pressão interna e externa sobre a condução do processo; Toffoli teria conversado com outros ministros antes de tornar pública parte da situação, buscando evitar ruídos na Corte.
A crise do Banco Master ganha novo movimento com a possibilidade de o ministro Dias Toffoli, relator do caso, levantar parte do sigilo das investigações. A expectativa é de que documentos e atos considerados não comprometedores sejam tornados públicos nos próximos dias. A leitura entre investigadores é de que a medida amplia a transparência sem expor elementos sensíveis do inquérito.
Toffoli mantém sob sigilo parte das apurações da operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira. A PF pediu tempo adicional para aprofundar diligências, mantendo o caso sob supervisão direta do Supremo. O andamento também depende de decisões sobre a competência final do processo.
Avanços e controles internos
O ministro pode decidir, após o levantamento seletivo, manter o processo no STF ou enviá-lo novamente à Justiça Federal de origem, conforme avaliação da Procuradoria-Geral da República. A nota publicada pelo próprio Toffoli reforçou que o procedimento decorre de sorteio, com o sigilo iniciado na primeira instância e situações processuais definidas pela PGR.
Segundo a reportagem do Estadão, Toffoli consultou colegas do STF antes de tornar públicas certas informações, buscando evitar ruídos entre ministros de uma Corte já dividida. O objetivo seria informar de maneira controlada e preservar o andamento das investigações.
Contexto do caso
A autoridade monetária acompanha a situação da instituição, o que enfraquece a narrativa de surpresa defendida pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. Mesmo com dados liberados pontualmente, a bancada do STF permanece dividida sobre o desfecho institucional, com setores do tribunal defendendo a manutenção do STF no centro da crise e outros defendendo a devolução do caso à Justiça Federal.
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