- O vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, disse à ABC News que a revisão do caso de tráfico sexual de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell “está encerrada”.
- Blanche afirmou que as vítimas querem ser reparadas, mas isso não significa criar evidências ou montar um caso que não exista.
- Ele reconheceu fotos perturbadoras ligadas a Epstein, mas disse que isso não implica, por si, a abertura de processos contra alguém.
- Parlamentares democratas e vítimas criticaram a liberação de arquivos, alegando que nem todos os documentos foram divulgados ou redigidos de forma adequada.
- A análise pública dos arquivos envolve figuras de alto perfil citadas nos materiais, como Elon Musk e Howard Lutnick, sem que haja acusações formais contra eles.
Deputy US attorney general Todd Blanche disse a ABC News que a revisão do caso de tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell “está encerrada”. A afirmação ocorre numa semana em que milhares de documentos continuam sob análise e liberação gradual.
Blanche afirmou também a CNN que as vítimas buscam ser reparadas pelos danos, mas ressaltou que isso não significa fabricar evidências ou construir um caso inexistente. Ele mencionou que há fotografias perturbadoras associadas a Epstein, mas que isso não é prova suficiente para acusação.
Paralelamente, o Departamento de Justiça tem enfrentado críticas de deputados democratas sobre a amplitude da liberação de arquivos, com alegações de que parte das informações não foi divulgada integralmente.
Contornos da liberação e redações
Blanche indicou que eventuais erros de redação de identidades não divulgadas seriam corrigidos rapidamente, mas afirmou que os números envolvidos representam uma fração muito pequena do material total.
A parlamentar Ro Khanna argumentou que o arquivo não foi esvaziado a contento e citou conteúdos que mencionam figuras públicas associadas a Epstein, sem que haja imputação de wrongdoing. Khanna pediu transparência adicional.
Maryland deputado Jamie Raskin e o líder democrata Hakeem Jeffries também cobraram divulgação mais ampla, classificando as últimas liberações como insuficientes. Jeffries pediu total transparência para prestação de contas.
A história vincula Epstein, que já enfrentava condenação por prostituição de menor em 2008, à época em que estava sob investigação por tráfico sexual. Epstein cometeu suicídio em 2019, enquanto aguardava julgamento federal em Nova York.
Autoridades destacam que grande parte dos arquivos inclui duplicatas de investigações distintas, em Florida e Nova York, o que complica a contabilidade de documentos únicos. O tema continua a provocar debates sobre responsabilização e acesso à informação.
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