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Gilmar Mendes manda PF investigar espionagem contra secretário de João Campos

Gilmar Mendes manda a Polícia Federal investigar espionagem contra o secretário de Articulação Política de Recife e o irmão, após rastreador no carro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
João Campos (PSB) é candidato à reeleição para a Prefeitura de Recife
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  • O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue a suspeita de espionagem contra o secretário de Articulação Política e Social de Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, e o irmão dele, Eduardo Monteiro, ocorrida entre agosto e outubro de 2025.
  • A investigação envolveu monitoramento indevido, com acompanhamento e fotos feitos pela Polícia Civil de Pernambuco, e chegou a ter um rastreador instalado no carro do secretário.
  • A prefeitura classificou o caso como espionagem e uso político da polícia, e Gilmar Mendes proibiu o Ministério Público de Pernambuco de seguir com a apuração contra os dois.
  • O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do MP de Pernambuco deve ser intimado; o ministro pediu que o MP se abstenha de novas investigações sem provas consistentes.
  • A governadora Raquel Lyra determinou que o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, explique o caso; ele afirmou que apurações preliminares sem inquérito são rotina, e confirmou a abertura de um inquérito para apurar vazamento de informações sigilosas.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue a suspeita de espionagem contra Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social de Recife, e o irmão dele, Eduardo Monteiro. A análise abrangeu o período de agosto a outubro de 2025, na capital pernambucana, e aponta monitoramento indevido por indícios de espionagem com viés político.

Segundo dados recolhidos, os irmãos foram seguidos e fotografados pela Polícia Civil de Pernambuco durante a investigação. Um rastreador chegou a ser instalado no carro do secretário, e a apuração ocorreu sem a abertura de um inquérito formal.

A prefeitura classificou o episódio como espionagem e uso político da polícia, enquanto o Ministério Público de Pernambuco foi orientado pelo STF a não prosseguir com investigações contra os dois sem provas robustas.

Desdobramentos institucionais

O ministro também determinou que o MP-PE receba uma advertência para não realizar investigações sem conjunto de provas, citando desvio de finalidade e violação à neutralidade estatal prevista pelo STF. O Gaeco deve ser intimado para acompanhar o processo.

A governadora Raquel Lyra escalou Alessandro Carvalho, secretário de Defesa Social, para esclarecer o caso. Carvalho afirmou que apurações preliminares, sem abertura de inquérito, são rotina na pasta.

Um inquérito foi aberto para apurar o vazamento de informações sigilosas. A suspeita envolve um policial que integrava o grupo, afastado em novembro de 2025 após reunião com presidente da Câmara preso por corrupção.

Carvalho informou que a investigação foi conduzida por uma área de inteligência da polícia, com três delegados e sete agentes, com foco em uma denúncia anônima de suposto recebimento de propina relacionada a contratos da prefeitura.

A procura por posicionamento do MP-PE não teve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação oficial.

A defesa do prefeito de Recife, João Campos (PSB), sustentou que o uso do aparato policial pode configurar abuso de autoridade e improbidade administrativa, destacando a força tarefa da PF para apurar os responsáveis e as motivações por trás das ordens.

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