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Luigi Mangione evita pena de morte após juíza desestimar acusação de homicídio

Mangione evita pena de morte após juíza desestimar crimes de assassinato e posse ilegal de armas; pode pegar cadeia perpétua sem liberdade por dois crimes de assédio, júri começa 8 de setembro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Luigi Mangione comparece ante el Tribunal Penal de Manhattan para una audiencia probatoria, el 18 de diciembre de 2025, en Nueva York.
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  • A juíza federal Margaret Garnett desmembrou e ignorou os crimes de assassinato e posse ilícita de arma, evitando a pena de morte para Luigi Mangione — o réu responde, ainda, a outros crimes.
  • Mangione, de 27 anos, continua em julgamento previsto para setembro de 2026, com audiência probatória marcada para dezembro de 2025 em Manhattan.
  • Além disso, ele encara nove acusações no estado de Nova York, entre elas assassinato em segundo grau, mas ali não há pena de morte.
  • A defesa sustenta inocência em todos os casos; o governo tem 30 dias para apresentar alegações sobre a decisão da juíza.
  • O processo envolve o assassinato do diretor-executivo da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024, e o uso de imagens de vigilância que levantam controvérsias sobre as provas.

Luigi Mangione evitará a pena de morte se for condenado, após a juíza Margaret Garnett desestimar os cargos de assassinato e posse ilícita de armas. A decisão, anunciada nesta sexta-feira, ocorre no âmbito de um processo federal em Manhattan. Mangione, 27, responde a um conjunto de acusações, ainda sem data definitiva de julgamento, previsto para setembro deste ano.

Segundo a magistrada, os crimes de assassinato não se enquadram na definição legal federal de violência, quando considerados junto aos demais delitos de perseguição que o jovem enfrenta. A juíza determinou que o incidente envolvendo o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em 4 de dezembro de 2024, não configura um homicídio sob a lei federal, mantendo em aberto a possibilidade de pena de prisão vitalícia sem liberdade condicional caso seja condenado nos demais crimes.

Mangione está à espera do veredicto em um caso que ganhou ampla repercussão nos Estados Unidos. Um júri definirá a eventual condenação, com as primeiras declarações previstas para 13 de outubro, após a seleção do júri marcada para 8 de setembro. Em Nova York, o réu também responde a nove acusações no âmbito estadual, entre elas assassinato em segundo grau, para as quais não existe pena de morte.

Abordagens legais e desdobramentos

A Justiça federal abriu prazo de 30 dias para o Departamento de Justiça apresentar alegações sobre a decisão de Garnett. A defesa sustenta que as acusações de perseguição configuram uma base distinta que não é eliminada pela extinção dos casos de assassinato. A denúncia envolve ainda material recolhido pela polícia, incluindo uma nota manuscrita em que Mangione assume a responsabilidade pelo ato.

A íntegra do caso envolve controvérsias sobre o papel de autoridades estaduais e federais. A promotora-geral dos EUA, Pam Bondi, havia pedido a pena de morte para Mangione, qualificando o crime como premeditado. A defesa aponta possíveis conflitos de interesse na relação de Bondi com a Ballard Partners, que prestava serviços à UnitedHealthcare.

Investigação relacionada também aponta que, cinco dias após o suposto ataque, Mangione foi detido em Altoona, Pensilvânia, em um McDonald’s, com uma pistola, silenciador e documentos falsos. A polícia encontrou ainda uma nota de 262 palavras assumindo responsabilidade pelo crime.

Outros desdobramentos recentes

Nesta sexta-feira, surgiu a notícia de detenção de um homem em Minnesota por fingir ser agente do FBI para tentar libertar Mangione de uma prisão de Brooklyn. Mark Anderson, 36 anos, é acusado de portar ferramentas de uso impróprio e de apresentar documentos falsos. O episódio ocorreu no Centro de Detenção Metropolitano, segundo registros oficiais.

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