Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PGR critica lei de SC que proíbe cotas raciais em universidades

PGR afirma inconstitucionalidade da lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais e pede suspensão liminar até julgamento no STF

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O PGR Paulo Gonet no 1º dia de julgamento do núcleo crucial da trama golpista. Foto: Antonio Augusto/STF
0:00
Carregando...
0:00
  • A Procuradoria-Geral da República criticou a lei estadual de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades do estado, afirmando sua inconstitucionalidade.
  • O procurador-geral Paulo Gonet pediu ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação movida pelo PSOL no Supremo Tribunal Federal, a concessão de medida liminar para suspender o regimento.
  • O embasamento inclui decisões do STF que reconhecem a legitimidade de critérios étnico-raciais em políticas de cotas para ingresso no ensino superior e para cargos públicos.
  • Gonet também destacou a necessidade de avaliação de eficácia das políticas afirmativas, para evitar interrupção abrupta que possa ferir a igualdade racial.
  • Caso a liminar seja concedida, a suspensão da lei também abrange a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina até o julgamento final pelo STF.

O Ministério Público Federal manifestou-se contra a lei estadual de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades. A declaração ocorreu na quinta-feira, 29, no âmbito de uma ação movida pelo PSOL no Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República pediu a concessão de medida liminar para suspender o regimento até o julgamento final.

O procurador-geral Paulo Gonet encaminhou o parecer ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação. A defesa sustenta a inconstitucionalidade da norma sancionada pelo governador Jorginho Mello no dia 22 de abril.

Segundo o PGR, há precedentes do STF que reconhecem a legalidade de critérios étnico-raciais para ações afirmativas em ensino superior e no acesso a cargos e empregos públicos. A leitura é de que a política de cotas não pode ser interrompida abruptamente sem avaliação de seus efeitos.

Gonet afirma que a interrupção abrupta da política, sem avaliação dos impactos, violaria preceitos constitucionais de promoção da igualdade racial. O parecer recomenda a suspensão da lei até o julgamento definitivo pelo STF.

Caso a liminar seja concedida, a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina também ficará suspensa até o desfecho do tema no STF. A ação tramita no Supremo sob protocolo do PSOL. A medida visa manter o status quo até o veredito final.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais