- Número recorde de condenados é recolhido novamente à prisão na Inglaterra e no País de Gales, com cerca de cinco mil homens recolocados em dezembro.
- Sindicato afirma que alguns infratores quebram intencionalmente as condições da liberdade para atuar no tráfico de drogas dentro das prisões.
- A população de recolhidos mais que dobrou desde 2018, chegando a aproximadamente treze mil e quinhentos em junho de 2025.
- O Sentencing Act, em aprovação recente, deve alterar as regras de recall, reduzindo a liberação após cumprir um terço da pena (em vez de quarenta por cento, atual), com mudanças previstas para o outono.
- Cerca de seis mil agentes de liberdade condicional supervisionam mais de duzentos e quarenta mil pessoas na comunidade, aumentando a demanda de trabalho e o número de recalls.
O maior número já registrado de detentos devolvidos à prisão em Inglaterra e País de Gales trouxe à tona preocupações sobre o funcionamento do regimes de liberdade condicional. Segundo informações de sindicatos, muitos estão reingressando para facilitar o tráfico de drogas dentro das próprias unidades prisionais. A curva de recalls vem aumentando desde a implementação de medidas de libertação antecipada.
Fontes prisionárias indicam que, em dezembro, cerca de 5 mil homens foram reconduzidos à prisão, representando mais de um terço dos libertados no ano até junho de 2025. O principal argumento apresentado pelo Sindicato dos Oficiais Prisionais é o de que parte dos detentos quebra as condições de liberação para lucrar com o mercado de entorpecentes, dentro do sistema prisional.
A atual política permite a liberdade de presos que cumprem 40% de suas sentenças, em vez de 50%. A partir do outono, a expectativa é antecipar as datas de liberação para que seja possível cumprir um terço da pena. A mudança está ligada a iniciativas para reduzir a superlotação carcerária, com impactos diretos nas taxas de recalls.
Contexto e impactos
Mark Fairhurst, presidente nacional do POA, afirmou que muitos detentos notificados deixaram claro o retorno proposital para traficar drogas. Ele destacou a necessidade de proteção básica para os recolhidos e uma gestão mais rígida do regime carcerário. Observadores apontam que a população de detentos recall dobrou entre 2018 e 2025, agravando a crise do sistema.
Dados oficiais indicam que mais da metade dos recalls decorre do não cumprimento de condições de licença, como comunicação com a supervisão e residência em locais aprovados. Aproximadamente 20% dos recalls envolvem novos crimes. O total de oficiais de probation na Inglaterra e no País de Gales é de cerca de 6 mil, supervisionando mais de 240 mil pessoas na comunidade.
Tania Bassett, oficial nacional da associação de probation, comentou que o aumento de recalls é parte de um quadro de crise de carga de trabalho no sistema. Segundo ela, a profissão enfrenta restrições de tempo e recursos que influenciam decisões de recall, especialmente no período de festas.
Medidas e perspectivas
Um relatório da obra de fiscalização de prisões, divulgado em outubro, afirmou que drogas podem ser adquiridas com facilidade dentro das prisões, com uma ampla oferta de substâncias de alto valor. O governo anunciou a aprovação do Sentencing Act, que atualiza políticas de recall e prevê reduzir o tamanho da população recalling. A reforma elimina recalls curtos de 14 e 28 dias, mantendo a possibilidade de liberação após 56 dias para infrações de licença.
Um porta-voz do Ministério da Justiça ressaltou que a proteção pública é prioridade e que presos em liberdade sob condições rígidas podem ser devolvidos à prisão caso quebrassem as regras. Em síntese, o governo busca reformar o recall e ampliar a capacidade carcerária para reduzir a criminalidade, reabilitar infratores e manter as vítimas seguras.
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