- Procuradores de Munique solicitaram a confiscação de ativos no valor total de cerca de 35 milhões de euros, incluindo imóveis em Munique e Hamburgo e ações de uma empresa imobiliária em Düsseldorf, como parte de investigação de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-governador do banco central do Líbano.
- A ação envolve o ex-governador e outros réus, e está ligada à Forry Associates, controlada pelo irmão de Riad Salameh; os irmãos negam irregularidades.
- Em janeiro de 2026, o promotor de Munique informou ter apresentado ao tribunal regional o pedido de confiscação dos imóveis e das ações da empresa.
- O caso faz parte de uma investigação europeia que apura suposto desvio de dezenas de milhões de dólares do banco central do Líbano para lavagem de dinheiro na Europa.
- As autoridades libanesas buscam recuperar os ativos para recompor cofres estatais afetados pela crise de 2019; a investigação permanece sob presunção de inocência até decisão final.
O Ministério Público de Munique pediu à Justiça a confiscação de cerca de 35 milhões de euros em imóveis e participação societária, apreendidos na investigação de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-governador do banco central do Líbano e outros réus. A ação judicial visa bens avaliados em aproximadamente 35 milhões de euros.
Segundo a acusação, várias peças da operação envolvem Forry Associates, empresa controlada pelo irmão do ex-presidente do banco central libanês. Os irmãos, que negam irregularidades, são acusados de desviar 330 milhões de dólares em recursos públicos por meio de comissões.
Riad Salameh, que chefiou o banco central libanês por três décadas, não foi julgado nesta linha de investigação na Alemanha. Ele afirmou à Reuters que seus investimentos são de fontes próprias e que contestará o caso.
Os bens alvo da confiscação incluem imóveis em Munique e Hamburgo, bem como ações de uma empresa imobiliária em Düsseldorf. O valor total indicado pelas autoridades alemãs é de cerca de 35 milhões de euros.
Contexto da operação
A investigação de lavagem de dinheiro foi aberta em meados de 2021 contra Salameh e quatro outros réus, com desdobramentos que envolvem recursos supostamente desviados do banco central libanês. A campanha é acompanhada por vários países europeus, incluindo França, Alemanha e Luxemburgo.
Andamento processual e destino dos ativos
Em janeiro de 2026, a Promotoria de Munique acionou a vara regional para requisitar a confiscação dos imóveis e das ações. Em fevereiro de 2024, já haviam sido apreendidos três imóveis na região de Munique e Hamburgo, avaliados em torno de 28 milhões de euros, além de participação de cerca de 7 milhões em uma empresa imobiliária de Düsseldorf.
Situação das investigações no Líbano
Autoridades libanesas buscam a recuperação dos ativos para recompor cofres estatais atingidos pela crise financeira de 2019. A investigação alemã não concluiu, até o momento, se os bens serão devolvidos ou usados de outra forma.
Apromulgação indica que a acusação permanece provisória e que há presunção de inocência até decisão final. As autoridades não divulgaram prazo para conclusão do processo.
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