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Banco Central questiona STF sobre acareação urgente durante recesso

Banco Central questiona STF sobre acareação urgente durante recesso, antes de depoimentos, em meio à liquidação do Banco Master e fraudes envolvidas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • O Banco Central encaminhou ao STF recurso questionando a urgência da acareação marcada para a próxima terça-feira, durante o recesso, antes de qualquer depoimento no caso do Banco Master.
  • O embargo de declaração traz quatro questionamentos para esclarecer pontos controversos, incluindo se o diretor Ailton de Aquino Santos é intimado como acusado ou testemunha.
  • O Banco Master foi liquidado após fraudes que totalizaram cerca de R$ 12 bilhões, em razão de dificuldades de cumprir compromissos com clientes.
  • Entre as controvérsias, estão a viagem de Dias Toffoli em jatinho com um advogado de um diretor do Master para a final da Libertadores e um contrato mensal de R$ 3,6 milhões entre o escritório da mulher de Moraes e o Master.
  • Também foi revelado que Moraes falou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o Master.

O Banco Central acionou o Supremo Tribunal Federal questionando a urgência de realizar uma acareação, marcada para a próxima terça-feira, durante o recesso judicial. A medida envolve também o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e ocorre no âmbito do caso que levou à liquidação do Banco Master.

No recurso enviado ao STF nesta sexta (26), o BC sustenta que a acareação não faz sentido pois a investigação ainda não avançou com depoimentos. O órgão pede que pontos controvertidos sejam esclarecidos antes do ato, previsto para a semana que vem.

Entre as perguntas do recurso, o BC questiona se o diretor Ailton de Aquino Santos atua como acusado ou testemunha, e se pode ser acompanhado por um técnico em caráter institucional. O texto também indaga o porquê da acareação ter sido marcada para o recesso antes de depoimentos.

Contexto

O Banco Master foi liquidado após fraudes estimadas em cerca de 12 bilhões de reais, associadas a dificuldades de cumprir compromissos com clientes. O STF é o relator do caso, sob a responsabilidade de Dias Toffoli, que também figura na investigação.

O caso envolve outras controvérsias, como viagens de Toffoli a Liberta- dor com advogado ligado ao Master, além de contratos entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Master. Acolhimento dessas informações está sob apuração.

Segundo a imprensa, Moraes também teria contatos com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sobre o Master. As informações são reportadas pela Colunista Andréia Sadi, do g1, e pela jornalista Malu Gaspar.

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