- A Abin notificou Alexandre Ramagem sobre um processo administrativo para devolver R$ 10 mil pagos a mais a ele pela agência, referente a ajustes trabalhistas.
- Ramagem foi diretor-geral da Abin em 2019, indicado por Jair Bolsonaro, e deixou o cargo em março de 2022 para disputar deputado federal, sendo eleito pelo quarto onde atuava.
- Ele é considerado foragido, com prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, após condenação do STF a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado.
- Em setembro, Ramagem deixou o Brasil e está nos Estados Unidos; a notificação o classifica como “em local incerto e não sabido” e concede 15 dias para manifestação.
- A Abin afirmou ao g1 que a medida trata de ajustes referentes aos anos em que Ramagem trabalhou na instituição e que precisa de retificações nos encargos trabalhistas.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) notificou Alexandre Ramagem nesta sexta-feira para devolver R$ 10 mil recebidos a mais pelo órgão, em ajuste de encargos trabalhistas. A notificação não divulga detalhes adicionais.
Ramagem foi diretor-geral da Abin entre 2019 e 2022, indicado por Jair Bolsonaro. Ele deixou o cargo em março de 2022 para concorrer a deputado federal, sendo eleito com 59.170 votos.
O ex-diretor está, segundo a Abin, em local incerto e não sabido. A notificação concede 15 dias para que ele se manifeste, caso queira.
Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder. Em setembro, ele deixou o país e buscou refúgio nos Estados Unidos, conforme informações oficiais.
A defesa de Ramagem não respondeu ao pedido de manifestação do g1 até a publicação desta matéria. A Abin explicou que o procedimento se refere a ajustes trabalhistas de anos em que ele ocupou a liderança da instituição.
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