- O ministro do STF, Dias Toffoli, anunciou uma acareação entre Daniel Vorcaro (dono do Master), Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Ailton de Aquino (diretor do Banco Central), marcada para o dia 30, na véspera do Ano Novo.
- A acareação foi anunciada em pleno recesso e sem manifestação formal da PGR ou da PF, gerando questionamentos sobre o motivo da pressa. Toffoli avocou o processo e determinou sigilo máximo sobre mais de quatro mil páginas de investigações.
- Vorcaro foi solto no final de novembro e hoje usa tornozeleira eletrônica; a acareação costuma ocorrer na fase final do processo, o que difere deste caso, segundo a leitura de jornais.
- A reportagem sugere que o alvo pode não ser apenas o Master ou o BRB, mas o Banco Central, nesse contexto de decisões que envolveram impedimento de negócios e liquidação de incentivos, segundo a leitura do veículo.
- O rombo estimado pelo mercado atinge até quarenta bilhões de reais, com desconfianças sobre aplicações oferecidas pelo Master e impactos sobre os clientes, ainda sem confirmação de alcance oficial pelo FGC.
O ministro do STF José Antonio Dias Toffoli anunciou uma acareação envolvendo Daniel Vorcaro, do Master, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor do Banco Central, em pleno recesso do Judiciário. A sessão foi marcada para o dia 30, na véspera do Ano Novo, segundo informou Toffoli.
Acompanhou o anúncio a suspensão de diligências já em curso, com o procurador-geral da República, Augusto Aras, pedindo a interrupção da programação. A decisão ocorreu após Toffoli ter avocação sobre o processo que tramitava na primeira instância, ainda sem explicação pública.
Vorcaro foi solto no final de novembro com uso de tornozeleira eletrônica. Em relatos diversos, a acareação costuma ocorrer na fase final de ações, quando há contradições relevantes nos depoimentos, e não no início. A motivação precisa da defesa e do STF permanece apresentada apenas de forma misteriosa.
A controvérsia envolve o Master, que teria lesado milhares de investidores, e o BRB, que administrou créditos considerados podres. O foco da acareação seria, segundo a imprensa, examinar a atuação de entidades regulatórias, incluindo o Banco Central, no contexto da operação.
Paralelamente, houve questionamentos sobre a atuação de figuras ligadas ao caso, incluindo contratos envolvendo escritórios de advocacia associados a famílias do poder. As informações sobre o andamento processual seguem sob sigilo, sem divulgação de itens específicos pelas autoridades.
Enquanto isso, o mercado financeiro observa impactos no Fundo Garantidor de Créditos e no relacionamento com clientes que investiram no Master. Operadores de mercado mencionam perdas potenciais expressivas e a dificuldade de recolher recursos até a resolução definitiva do caso.
Entre na conversa da comunidade