- STF anulou a votação da Câmara que cassaria Carla Zambelli, abrindo precedente para Ramagem e Eduardo Bolsonaro.
- Motta busca encerrar impasses em 2025, com saídas negociadas que podem incluir renúncias de Ramagem e Eduardo para evitar nova derrota do Legislativo no STF.
- Ramagem seria retirado do cargo por renúncia em acordo com a Mesa Diretora; aliados mencionam a possibilidade de pedido de asilo político nos Estados Unidos.
- Eduardo Bolsonaro enfrenta tramitação no STF sobre perda de mandato por faltas, com decisão rápida esperada e resistência interna no PL.
- A oposição tenta postergar a solução para 2026; governo e aliados dizem que é necessário encerrar as controvérsias ainda neste ano para reduzir desgaste institucional.
O STF derrubou a votação da Câmara que cassaria a deputada Carla Zambelli (PL-SP), abrindo precedente para RAMAGEM e Eduardo Bolsonaro. Em resposta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca alternativa para encerrar os impasses ainda em 2025, evitando desgaste em 2026.
Zambelli renunciou ao mandato, após a decisão do STF ter anulado a cassação. A Mesa Diretora da Câmara passou a ser encarregada de definir os próximos passos, com o Palácio do Planalto mantendo cautela sobre as consequências políticas do episódio.
A principal estratégia de Motta é evitar votações em plenário sobre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A ideia é uma saída negociada, com renúncias dos dois deputados, para prevenir nova derrota do Legislativo no STF.
Ramagem e Eduardo estão no exterior, nos Estados Unidos, onde enfrentam riscos de perda de mandato. Ramagem é alvo de condenação do STF por tentativa de golpe de Estado, enquanto Eduardo pode perder o mandato por faltas recorrentes.
Para Ramagem, a opção de renunciar seria discutida pela Mesa Diretora, sem levar o tema ao plenário. Essa mudança seria alinhada ao entendimento que o STF teve no caso Zambelli, segundo interlocutores do PL.
Já Eduardo Bolsonaro enfrenta tramitação interna por faltas. Há pedido de STF para a perda do mandato com base em ausências não justificadas, que já mobiliza críticas internas no PL e oposição.
A oposição, principalmente o PT, pressiona pela imediata atuação da Justiça, enquanto o PL defende que a questão seja tratada pela Mesa Diretora, com votos suficientes para evitar cassação, caso o STF não se sobreponha.
A definição sobre Ramagem pode incluir um possível pedido de asilo político nos Estados Unidos, segundo fontes do PL, o que justificaria manter o mandato por ora para ampliar margem de negociação internacional.
Especialistas ouvidos destacam que a renúncia pode reduzir desgaste, mas não impede sanções decorrentes de condenação transitada em julgado. A saída voluntária é vista como estratégia para manter mobilidade externa.
O objetivo de Motta, segundo aliados, é encerrar as controvérsias até o final de 2025, evitando que o ano eleitoral seja marcado por novas crises institucionais. A decisão final ainda depende de instruções da Mesa Diretora.
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