- A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou a atuar no STF na defesa do empresário Lucas Kallas, investigado pela Polícia Federal, com o caso em sigilo.
- She pediu acesso ao processo ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando que todas as intimações sejam direcionadas apenas a ela; ainda não houve decisão.
- O escritório de Viviane e filhos atua no caso desde 2024, tendo sido substabelecido por outro escritório; apenas o escritório de Viviane assina a petição encaminhada ao STF.
- Este é o 32º caso em que Viviane atua no tribunal; dados mostram que familiares de ministros respondem por muitos processos no STF e no STJ.
- Em paralelo, a Operação Parkours aponta bloqueio de R$ 832 milhões ligado à exploração ilegal de minério e sonegação, com buscas autorizadas pela Justiça Federal em 2025; Kallas negou irregularidades em depoimento à PF.
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou a atuar em um novo processo no STF na segunda-feira (2). Ela defende o empresário mineiro Lucas Kallas, investigado pela Polícia Federal.
A atuação envolve um pedido de acesso ao inquérito em tramitação no Supremo, que permanece sob sigilo. A advogada pediu que todas as intimações sejam direcionadas exclusivamente a ela. Ainda não houve decisão do ministro Edson Fachin sobre o pleito.
O escritório de Viviane, com participação de seus filhos, atua no caso desde 2024, tendo sido substabelecido por outra banca que inicialmente defendia Kallas. No documento enviado ao STF, apenas o escritório de Viviane assinou a petição.
Ao todo, o caso eleva para 32 o número de processos em que a advogada atua no STF, onde Moraes é ministro. A atuação de parentes de ministros no Supremo e no STJ já soma mais de 1,9 mil ações, conforme levantado pelo UOL. Em relação a Viviane, a intensificação ocorreu após a posse de Moraes no tribunal.
A reportagem tentou contato com o escritório de Viviane para manifestação, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Investigação Parkours
Na Operação Parkours, da Polícia Federal, Lucas Kallas teve R$ 832 milhões bloqueados. A investigação aponta exploração ilegal de minério de ferro envolvendo empresas ligadas a ele, com possível prejuízo aos cofres públicos.
Em 2025, a Justiça Federal em Minas Gerais autorizou buscas na empresa ligada a Kallas e o bloqueio de R$ 832 milhões dele, de suas empresas e de outros investigados. O empresário negou irregularidades ao ser ouvido pela PF em setembro do ano passado, acompanhado de advogados do mesmo escritório.
A PF aponta ainda indícios de sonegação de impostos, estimando cerca de R$ 11 milhões deixados de recolher, além de suspeitas de favorecimento a entidades da área mineral pela ANM. O depoimento de Kallas foi tomado na presença de Guilherme Grimaldi e Julio César Batista Silva, também ligados ao caso encaminhado ao STF.
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