- Fachin formalizou a proposta do Código de Ética e indicou a ministra Cármen Lúcia como relatora, marcando reunião para o dia 12 de fevereiro para definir o cronograma.
- Há divisão entre ministros: um grupo quer adiar o tema para depois das eleições, enquanto outro defende debate transparente durante a campanha.
- A reação dos seis ministros ouvidos pelo blog na abertura do ano judiciário aponta que o STF ainda não tem consenso sobre a medida.
- A reunião de 12 de fevereiro será um teste de força do STF para avançar com o Código de Ética ainda neste ano.
- Cármen Lúcia sinalizou, como relatora, que pretende atuar com clareza e imparcialidade, alinhada ao discurso de defesa da legalidade do Judiciário.
Após Fachin lançar o Código de Ética, ministros discutem adoção da medida. A escolha da ministra Cármen Lúcia como relatora e a marcação de reunião para o dia 12 de fevereiro sinalizam o andamento do tema. O desdobramento, contudo, divide opiniões no Supremo.
O grupo contrário afirma que Fachin apresentou a proposta de forma oficial, mas defende que o tema fique para depois das eleições. A ideia é aguardar o pleito para evitar ruídos no processo político. A reunião do dia 12 será um teste de força interna.
O bloco que apoia a iniciativa defende debate transparente e continuidade das discussões durante a campanha. A tramitação é vista como essencial para fortalecer a ética no Judiciário, segundo interlocutores próximos a Fachin.
Divisão interna e próximos passos
A sessão de abertura do Judiciário no ano, ocorrida recentemente, evidenciou a falta de consenso entre os ministros. Fachin sinalizou ponderação e autocorreções, ressaltando a importância do papel constitucional do tribunal.
Cármen Lúcia, escolhida relatora, já indicou como pretende conduzir o trabalho. A ministra enfatiza a necessidade de clareza na tomada de decisões e de manter o Judiciário alheio a interesses específicos.
Posição do TSE e continuidade do tema
O presidente do TSE, Cármen Lúcia destaca a confiança da população e a imparcialidade do Judiciário. Segundo ela, juízes e magistrados devem explicitar bases legais das decisões para que cidadãs e cidadãos compreendam o que está sendo decidido.
A defesa da legalidade é ressaltada como princípio norteador do Judiciário, sem alinhamento com interesses de partes específicas. A próxima reunião, em 12 de fevereiro, deve esclarecer se o Código de Ética avança neste ano ou passa a tramitar apenas após o pleito.
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