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Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender de acusação na PF

Polícia Federal concede quinze dias para defesa de Eduardo Bolsonaro em processo disciplinar por suposto abandono de cargo, com risco de demissão.

Ex-deputado Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos e enfrenta processo administrativo sobre cargo na PF. (Foto: Zoltan Mathe/EFE/EPA)
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  • A Polícia Federal deu prazo de quinze dias para Eduardo Bolsonaro apresentar defesa em processo disciplinar por possível abandono de cargo de escrivão; a citação foi publicada em edital no Diário Oficial da União (16).
  • O prazo começa a partir da publicação; se não houver manifestação, o processo pode seguir à revelia.
  • A Corregedoria da PF instaurou o procedimento para apurar faltas injustificadas, com alegação de ausentar-se por mais de trinta dias consecutivos sem justificativa.
  • O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e é indicado no edital como estando em lugar incerto e não sabido.
  • O cargo de escrivão está ligado à delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; o procedimento foi aberto em vinte e sete de janeiro de dois mil e vinte e seis, após ele não retornar ao cargo ao fim do mandato.

O Ministério Público da verdade não pode haver. (apenas para manter estilo) Sorry. Vamos direto ao texto.

A Polícia Federal abriu um processo administrativo disciplinar para apurar possível abandono de cargo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A PF informou que ele tem 15 dias para apresentar defesa, conforme edital publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16).

O processo, instaurado pela Corregedoria da PF em 27 de janeiro de 2026, investiga faltas consideradas injustificadas do ex-parlamentar ao cargo de escrivão da corporação. A PF aponta ausências por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa, o que pode configurar abandono de função e levar à demissão.

Segundo o edital, Eduardo Bolsonaro está em “lugar incerto e não sabido”. O ex-deputado reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, conforme o documento oficial.

Eduardo Bolsonaro ocupou o cargo de escrivão na PF vinculado a uma delegacia em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O retorno ao cargo foi solicitado pela PF após o fim do mandato dele na Câmara.

O afastamento ocorreu enquanto ele exercia o mandato na Câmara dos Deputados. A perda do mandato, em dezembro de 2025, ocorreu após ele ter ultrapassado o limite de faltas permitidas durante as sessões deliberativas.

Após a convocação para reassumir as funções, o ex-parlamentar não retornou ao Brasil. A PF decidiu pelo afastamento preventivo e pela abertura do processo disciplinar para apurar a conduta.

Caso haja confirmação de abandono de cargo, a demissão do servidor público pode ser a consequência prevista pela legislação aplicável ao serviço público federal. O resultado do procedimento depende de manifestações e da análise da corregedoria.

Contexto

O procedimento discute se as ausências de Eduardo Bolsonaro configuram falta grave justificada pela função policial, ainda que ele tenha sido parlamentar. A PF segue os trâmites legais para garantir contraditório e ampla defesa.

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