- O ministro Dias Toffoli realizou ao menos dez voos em jatinhos privados em 2025, cinco deles vinculados a empresas associadas a Daniel Vorcaro.
- Registros indicam uso de aeronaves da Prime Aviation (sócia de Vorcaro) e da Petras Participações (proprietária do resort Tayayá), além de voos em aviões de amigos, como Luiz Pastore, em situações envolvendo seguranças do tribunal.
- Toffoli saiu da relatoria do caso do Banco Master após investigações da Polícia Federal que revelaram diálogos entre ele e Vorcaro; o processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça.
- A apuração também envolve o ministro Alexandre de Moraes, que teriam utilizado o mesmo modelo de aeronave em três ocasiões, mas ele negou irregularidades.
- Toffoli confirmou ser sócio de irmãos no resort Tayayá, no Paraná, com investimentos de fundos ligados a Vorcaro; defensas destacaram a LGPD para não divulgar nomes.
Dias Toffoli, ministro do STF, é alvo de nova apuração sobre viagens de helicópteros e aviões particulares. Relatórios indicam pelo menos dez voos de 2025, cinco deles ligados a empresas associadas a Daniel Vorcaro. O caso envolve ainda a relação do magistrado com o Banco Master, onde atuava como relator antes de se declarar suspeito.
Toffoli utilizou aeronaves de empresas como a Prime Aviation, cuja relação com Vorcaro é mencionada, e a Petras Participações, proprietária do resort Tayayá. Também houve voos em aeronaves de amigos, incluindo Luiz Pastore. Os deslocamentos coincidiam com a presença de seguranças pagos pelo tribunal em regiões de interesse comum ao banqueiro e ao ministro.
A decisão de Toffoli de deixar a relatoria do caso do Banco Master ocorreu após investigações da Polícia Federal que apontaram diálogos entre o ministro e Vorcaro. A repercussão dos diálogos levou o magistrado a se declarar suspeito, com o processo redistribuído a André Mendonça.
Alexandre de Moraes aparece nas investigações como possível usuário de aeronave similar em três ocasiões. O ministro, porém, negou irregularidades, classificando as informações como fantasiosas. A apuração aponta que os voos teriam passado por escritórios ligados a familiares dele.
Quanto à relação de Toffoli com o Tayayá, registros mostram que o ministro confirmou ser sócio de seus irmãos no resort no Paraná, com empregados que o tratavam como proprietário. A investigação aponta investimentos do Tayayá, provenientes de fundos controlados por pessoas próximas a Vorcaro, como Fabiano Zettel, apontado pela PF como operador financeiro de fraudes.
Defesas e posicionamentos divergem sobre as viagens. O gabinete de Toffoli e a defesa de Vorcaro ainda não enviaram pronunciamentos oficiais sobre os novos dados. A Prime Aviation informou que não pode divulgar nomes ou detalhes por questões de LGPD e confidencialidade contratual.
As informações são fruto de apuração da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa sobre o tema.
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