- O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que juízes também erram e precisam arcar com as consequências de seus erros, ações e omissões.
- Em conversa com jornalistas, Fachin comentou a crise de imagem do STF e a ideia de criar um Código de Ética para a corte, destacando a necessidade de avaliar o papel da instituição na guarda da Constituição.
- O ministro disse que é importante que a população veja que a Justiça funciona, destacando atuação da Polícia Federal, da Receita e do Ministério Público, mesmo com problemas no Judiciário.
- Dias Toffoli deixou a relatoria de investigações sobre o Banco Master após relatório da PF ligar o relator a relações com o banqueiro Daniel Vorcaro; Toffoli se declarou suspeito para julgar outros casos envolvendo Vorcaro.
- Fachin reiterou preocupação com a preservação institucional do STF e com a densidade de eventuais desvios na função do tribunal, em uma postura de defender a democracia e o funcionamento das instituições.
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou nesta tarde que juízes também cometem erros e precisam arcar com consequências. A declaração ocorreu durante conversa com jornalistas sobre a crise de imagem da corte e a proposta de um Código de Ética para o STF.
Fachin destacou a necessidade de avaliar se a corte tem cumprido seu papel de guardião da Constituição. Ele mostrou preocupação com a preservação da instituição e ressaltou que as críticas fazem parte de uma sociedade aberta, sem citar casos específicos.
O presidente afirmou ainda que é essencial mostrar à população que o sistema de Justiça funciona. Segundo ele, a atuação da Polícia Federal, da Receita e do Ministério Público tem mantido a máquina pública em movimento, mesmo diante de falhas no Judiciário.
Avanços e controvérsias no STF
Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Banco Master após a PF detectar relações dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento foi encaminhado a Fachin, que discutiu o tema com os demais ministros, levando Toffoli a se declarar suspeito para julgar outros casos envolvendo Vorcaro.
Fachin reiterou a ideia de que parlamentares, gestores públicos e juízes devem responder por possíveis erros, ou às críticas e consequências decorrentes de ações e omissões. A discussão apura o equilíbrio entre dissenso, funcionamento institucional e limites constitucionais.
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