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Juízes criticam decisão de Dino que derruba aposentadoria compulsória

Magistrados criticam decisão de Flávio Dino que derruba a punição da aposentadoria compulsória, apontando exigência de lei complementar e respeito à Constituição

Associação que representa magistrados estaduais diz que Dino tenta "legislar por decisão judicial" ao determinar perda de cargo e salário. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) criticou a decisão monocrática do ministro do STF Flávio Dino que derrubou a aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes.
  • A Anamages afirma que a Constituição exige lei complementar aprovada pelo Congresso Nacional para tratar de sanções a magistrados; sem esse caminho, a criação ou substituição de sanções é inadequada.
  • Dino disse que, conforme a Constituição, a aposentadoria não é punição, e sim um direito com a finalidade de garantir dignidade ao trabalhador que não pode mais atuar devido à idade, incapacidade ou conjunção de critérios.
  • O caso envolve julgamento do CNJ sobre um juiz de Mangaratiba (RJ); entre as irregularidades, estariam ordem para que servidores anotassem “PM” em capas de processos de policiais militares e atraso em reintegração de militares com liminar.
  • A Anamages citou indícios de favorecimento a grupo político ligado ao ex-prefeito Evandro Capixaba, condenado a 52 anos em 2016 por desvio de recursos de R$ 10 milhões; entidade afirma não temer fiscalização, mas não admite violação à Constituição e ao processo legislativo.

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) criticou o ministro do STF Flávio Dino, entendendo que ele tenta legislar por decisão judicial ao derrubar, de forma monocrática, a aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes. A decisão obrigou o CNJ a retirar o cargo e o salário do magistrado envolvido.

A crítica ressalta que a Constituição Federal exige lei complementar aprovada pelo Congresso para definir sanções a membros do Judiciário. Segundo a Anamages, qualquer mudança fora desse caminho é incompatível com o Estado Democrático de Direito.

A decisão do ministro tratou apenas da aposentadoria, definida pela CF como direito, com a finalidade de assegurar dignidade de vida ao trabalhador que não pode mais desempenhar atividades laborais por idade, incapacidade ou conjunção de critérios.

O caso envolve um juiz de Mangaratiba (RJ) que, segundo o CNJ, cometeu irregularidades como ordenar que servidores anotassem PM nas capas de processos envolvendo policiais militares e atrasar reintegrações de militares liberados por liminar.

Entre as acusações, também houve a suposta omissão do magistrado no desbloqueio de bens, em demanda com forte repercussão social e econômica, levando à percepção de favorecimento ao grupo político liderado pelo ex-prefeito Evandro Capixaba.

Evandro Capixaba foi condenado a 52 anos de prisão em 2016, acusado de envolvimento em desvio de cerca de 10 milhões de reais por meio de fraudes em licitações. A Anamages afirma não temer fiscalização, mas sustenta que não se pode ignorar a Constituição e o processo legislativo.

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