- O ministro Dias Toffoli votou pela suspensão das leis de Rondônia que criaram novas emendas parlamentares impositivas.
- Toffoli, relator, afirmou que o estado não pode criar emendas de pagamento obrigatório que não estejam previstas na Constituição Federal.
- A discussão ocorre no plenário virtual do STF, com votações previstas até a próxima sexta-feira, 13.
- A ação foi ajuizada pelo governo de Rondônia, que considera inconstitucional a emenda para pagamento obrigatório com recursos locais.
- A Procuradoria-Geral da República também se posicionou contra a regra, defendendo que estados devem seguir o modelo da União, que não impõe pagamento de emendas de comissão.
O ministro Dias Toffoli, do STF, votou pela suspensão das leis de Rondônia que criaram novas modalidades de emendas parlamentares impositivas. Para o relator, o estado não pode criar emendas de pagamento obrigatório que não estejam no modelo da Constituição Federal.
A discussão ocorre no plenário virtual do STF, com votação prevista até a sexta-feira 13. A ação foi ajuizada pelo governo de Rondônia, que argumenta inconstitucionalidade na criação de uma emenda para pagamento obrigatório com recursos locais.
A Procuradoria-Geral da República também se manifestou contra a nova regra, defendendo que estados devem seguir o modelo da União, no qual não é obrigatório pagar emendas de comissão. Os argumentos apontam que o governo federal não é obrigado a quitar tais emendas.
Contexto legal e pontos em debate
Conforme o governo de Rondônia, a alteração aprovada pela Assembleia Legislativa inclui no grupo de pagamento obrigatório as emendas de comissões permanentes, além das já existentes emendas individuais e de bancada. A PGR sustenta que a mudança contraria a estrutura prevista na Constituição.
Segundo a defesa, a adoção de emendas impositivas de comissões criaria obrigações de pagamento não previstas pelo texto constitucional. A prática, conforme argumenta o governo, exigiria recursos que o estado não tem garantidos; a oposição sustenta que a norma seria infringir a ordem constitucional.
Posições envolvidas e próximos passos
Além de Toffoli, outros ministros participam da sessão virtual e podem votar até a data prevista. O resultado pode redefinir a viabilidade jurídica de emendas impositivas em estados, impactando o planejamento orçamentário de Rondônia e de unidades federativas com projetos semelhantes.
Entre na conversa da comunidade