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Cármen Lúcia vota contra gratificação de desempenho a inativos do INSS

Cármen Lúcia vota contra a GDASS para inativos do INSS; julgamento virtual encerra às 23h59 de sexta, com dez votos ainda pendentes

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A ministra Cármen Lúcia. Créditos: Rosinei Coutinho/STF
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  • A ministra Cármen Lúcia votou contra o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) a servidores aposentados do INSS.
  • O voto ocorreu na abertura do julgamento virtual do STF, que vai decidir se a GDASS pode ser paga aos inativos do órgão.
  • O plenário virtual julga recurso do INSS para derrubar decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro que reconheceu paridade entre ativos e inativos e garantiu a gratificação aos aposentados.
  • A discussão envolve a Lei 13.324/2016, que elevou a pontuação mínima de 30 para 70 pontos na avaliação de desempenho dos servidores ativos.
  • Cármen Lúcia afirmou que a alteração na pontuação não autoriza a gratificação para inativos, e que os valores já recebidos não precisam ser devolvidos.

O STF desacouçou o julgamento sobre a gratificação de desempenho a inativos do INSS. A ministra Cármen Lúcia votou contra a extensão da GDASS aos aposentados, na abertura do julgamento virtual.

Após abrir o julgamento, a ministra afirmou que apenas a alteração no desempenho individual não autoriza o pagamento aos inativos. O tema está sob análise no plenário virtual.

O caso discute a Lei 13.324/2016, que elevou de 30 para 70 pontos a pontuação mínima em avaliação de desempenho dos ativos. A mudança é central para a discussão sobre a aplicação da gratificação aos aposentados.

O INSS recorreu ao STF após decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro. A Justiça reconheceu a paridade entre ativos e inativos e garantiu a gratificação aos aposentados.

Segundo o INSS, a gratificação não poderia ser incorporada a aposentadorias e pensões, o que motivou o recurso ao Supremo. O órgão sustenta que o benefício não é genérico.

Ao votar, Cármen Lúcia sustentou que a mudança na pontuação não confere natureza genérica à GDASS. Ela manteve o entendimento de que a avaliação de desempenho é individual.

A ministra também avaliou que os valores já recebidos não precisam ser devolvidos. O voto foi proferido na última sexta-feira, com o julgamento em curso no plenário virtual.

Faltam votos de dez ministros para o encerramento, previsto para as 23h59 da próxima sexta-feira 13. O tema aguarda definição final do STF.

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