- Cabo Gilberto Silva, líder da oposição, visitou Bolsonaro na Papudinha e afirmou ter recebido determinações sobre como agir na Câmara.
- Em vídeo, ele disse ter ouvido as determinações do ex-presidente e que Bolsonaro está em situação muito complicada fisicamente para permanecer preso.
- O deputado paraibano assumiu a liderança da oposição no fim de 2025, substituindo Zucco em 16 de dezembro.
- A Polícia Federal informou que Bolsonaro pode permanecer na Papudinha, mas sugeriu otimizar tratamentos e medidas preventivas; laudos foram encaminhados à defesa e à Procuradoria-Geral da República.
- O ministro Alexandre de Moraes vai analisar o pedido de prisão domiciliar da defesa, com os laudos da PF já encaminhados para eventuais complementos.
O líder da oposição Cabo Gilberto Silva, filho do PL da Paraíba, esteve hoje com o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha. Ele afirmou ter recebido orientações sobre o comportamento na Câmara dos Deputados. O encontro foi registrado em vídeo divulgado nas redes sociais.
Silva ocupa a posição de liderança da oposição desde o fim de 2025, substituindo Zucco, que deixou o cargo em 16 de dezembro. O deputado paraibano disse que a situação de Bolsonaro é grave e que ele não tem condições físicas de permanecer preso por longos períodos.
Durante o relato, o parlamentar apontou que Bolsonaro vem passando por dificuldades de saúde e defendeu a prisão domiciliar como alternativa. Ele afirmou que as autoridades tratam o ex-presidente de forma inadequada perante a gravidade do quadro.
O laudo da Polícia Federal, divulgado ontem, indicou que Bolsonaro poderia permanecer na Papudinha, mas sugeriu melhorias no atendimento médico. O documento também recomenda ajustes nos protocolos de pronto atendimento e acompanhamento especializado.
A defesa apresentou pedido de prisão domiciliar, com laudos já solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes. Os documentos foram encaminhados à defesa e à Procuradoria-Geral da República para possíveis complementos.
Bolsonaro está na Sala de Estado Maior da Papudinha desde 15 de janeiro, transferência que o levou da sede da PF em Brasília. A ala da Papudinha é reconhecida por ser mais reservada e com controle de acesso, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
A condenação registra 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Os crimes envolvem organização criminosa armada, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado ao patrimônio da União.
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