Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomia_POLÍTICA_

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Juiz sênior de Queensland critica atrasos de anos em julgamentos criminais graves

Juiz da Suprema Corte de Queensland critica atrasos de anos na fase de committal da magistratura, freando casos criminais graves

Justice Jim Henry, based at the Cairns supreme court, says ‘nowadays [it] takes excruciatingly longer than it once did to finalise charges of serious alleged crimes’. Photograph: Darren England/AAP
0:00
Carregando...
0:00
  • Juiz da Suprema Corte de Queensland, Jim Henry, critica atrasos “glaciais” na fase de comitato em tribunais de magistrados, que afetam casos criminais graves.
  • Dados do próprio tribunal dele mostram que, entre novembro e fevereiro, 31 casos criminais finalizados levaram, em média, mais de um ano (370 dias) até o comitato.
  • Um caso ultrapassou três anos entre a acusação e o comitato; outro, de tráfico de drogas, durou 2 anos e 10 meses.
  • Henry diz que reformas de 2010 visavam agilizar o processo, mas a prática mostrou que a polícia demorou a finalizar o briefing de evidências, aumentando as demoras.
  • O comentário destaca que apenas 1,9% dos mais de 6.223 comitatos do ano passado incluíram direito de cross-exame, com adiamentos e exigência de briefs completos contribuindo para os atrasos.

Justice Jim Henry, juiz da Suprema Corte de Queensland, aponta atrasos de meses a anos em casos criminais graves na Justiça estadual, com processos no magistrado levando mais tempo do que o aceitável para encaminhar à decisão.

Dados do próprio tribunal de Henry mostram 31 casos concluídos entre nov e fev, com média de 370 dias nos tribunais inferiores até a committal. Um homem condenado por compartilhar material de abuso infantil ficou acima de três anos entre a denúncia e a cominação ao júri.

Outro caso, de tráfico de drogas, levou 2 anos e 10 meses, segundo os números. Henry destacou, em público, que o sistema atual demora mais do que funcionava há décadas para finalizar acusações graves.

Mudanças no processo de committal

Antes, as audiências de committal visavam fundamentar a acusação e permitir que a defesa conhecesse o caso. Reformas de 2010 facilitaram o cruzamento de testemunhas, porém o uso efetivo piorou. Em 2023, apenas 117 de 6.223 committals deram direito de iniciar o contrainterrogatório.

Henry atribui a queda de eficiência à menor pressão sobre a polícia para concluir o briefing de evidências. Delegados passaram a priorizar menos a conclusão rápida do material, o que impacta o andamento das audiências.

Defensores teriam, ainda, pedido de briefs completos mais frequentes, mesmo quando o desfecho provável envolve sentença, aumentando o tempo de tramitação. Adiamentos para obtenção de evidências não essenciais também contribuem para a morosidade.

Para o juiz, a cobrança de evidências já disponíveis no momento do flagrante é essencial. Ele questiona por que o sistema priva o condenado de liberdade por meses enquanto a polícia reúne provas além do necessário.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais