- O STF determinou que a CPMI do INSS esclareça o motivo do pedido de acesso a dados de um número de telefone ligado à Corte, supostamente contatado por Daniel Vorcaro na primeira prisão, no ano passado.
- A Diretoria-Geral ressaltou que a avaliação depende da delimitação da finalidade do pedido e pode precisar encaminhar a Presidência, caso o objeto não seja de sua atribuição.
- O requerimento partiu do senador Carlos Viana, presidente da CPMI, que solicitou identificar os usuários do número nos últimos cinco anos; o prazo de dois dias úteis terminou sem as informações apresentadas.
- A apuração se baseia em mensagens de Vorcaro enviadas em 17 de novembro de 2025 a esse número, que aponta para possível vinculação ao STF; Moraes negou ter mantido diálogo com o banqueiro, e houve recuo sobre a titularidade do número.
- Enquanto isso, o plenário analisa a prorrogação de 120 dias da CPMI, autorizada por Mendonça, com a continuidade das apurações sobre o Banco Master; também há chamamentos e quebras de sigilos ocorrendo no contexto das investigações.
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi solicitado pela CPMI do INSS a esclarecer a motivação por trás do pedido de acesso a dados de um número de telefone ligado à Corte. A solicitação envolve mensagens supostamente trocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro na ocasião de sua primeira prisão, no ano passado, durante a operação Compliance Zero que resultou na liquidação do Banco Master.
Segundo apuração de veículos de imprensa, Vorcaro teria prestado contas a um ministro do STF sobre a negociação de venda do banco a investidores árabes. O ministro Alexandre de Moraes nega qualquer diálogo com o banquero, segundo informações do STF. A Diretoria-Geral da Corte afirmou que a avaliação do pedido depende de delimitar sua finalidade e alcance, pois poderá haver necessidade de encaminhamento à Presidência caso o objeto não se enquadre na atuação da Diretoria.
CPMI, números de telefone e prazos
O documento do STF reconhece a relevância constitucional da CPMI e se coloca à disposição para colaborar, desde que o pedido seja claro. A solicitação partiu do senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, que pediu a identificação dos usuários do número nos últimos cinco anos. O prazo de dois dias úteis encerraria sem o fornecimento das informações.
A investigação se apoia na suposta troca de mensagens entre Vorcaro e o número, em 17 de novembro de 2025, com dados obtidos via Sittel associando o telefone ao STF. Em entrevista anterior, Viana chegou a mencionar a possibilidade de o número pertencer ao ministro Moraes, mas posteriormente restringiu-se a afirmar apenas que o telefone está ligado ao Supremo.
Outras pautas da sessão
Em paralelo, o plenário do STF analisa a decisão monocrática do ministro André Mendonça que autorizou a prorrogação da CPMI do INSS por mais 120 dias. A avaliação ocorreu na manhã de uma sessão em que os trabalhos continuaram com foco na apuração sobre o Banco Master e a fraude envolvendo aposentados e pensionistas.
No mesmo dia, vence o prazo para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, ler o requerimento para autorizar a continuidade dos trabalhos. Pela manhã, a CPMI aprovou a convocação do presidente da ANEC, Lourival Rocha Junior, e quebras de sigilos de Fábio Gomes Paixão, ligado à Conafer, também envolvida nas investigações.
Entre na conversa da comunidade