Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Zanin rejeita ação do PT contra privatização da Sabesp

Zanin vota para rejeitar ação do PT contra a privatização da Sabesp, mantendo desestatização em curso e próximos votos do plenário virtual

O ministro Cristiano Zanin, do STF
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Cristiano Zanin, do STF, votou pela rejeição da ação do PT que questiona a lei de privatização da Sabesp.
  • O julgamento acontece no plenário virtual; Zanin foi o primeiro a votar, e os outros ministros têm até 27 de março para depositar seus votos.
  • A ação contesta a lei de 2023 que autorizou a desestatização, concluída em 2024, com Zanin como relator do caso.
  • O PT aponta supostas irregularidades, como conflito de interesses envolvendo uma executiva que atuou em empresa interessada na operação antes de integrar o conselho da Sabesp, e questiona o modelo de venda e o preço das ações.
  • A Sabesp e o governo paulista negam irregularidades, afirmando que o sigilo do preço mínimo visou evitar distorções e que as ações foram vendidas acima do piso; AGU divergiu e PGR pediu arquivamento.

O STF realizou hoje o julgamento virtual de uma ação do PT que questiona a lei que autorizou a privatização da Sabesp. O ministro relator, Cristiano Zanin, foi o primeiro a votar, e os demais ministros têm até 27 de março para depositar seus votos.

A ação contesta a lei aprovada em 2023 pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que autorizou a desestatização, concluída em 2024. Zanin liberou o processo para análise de mérito, com previsão de conclusão até o dia 27 de março.

O PT aponta irregularidades no processo, incluindo possível conflito de interesses envolvendo uma executiva que atuou em empresa interessada na operação antes de ingressar no conselho da Sabesp. O partido também questiona o modelo de venda, citando apenas um concorrente no leilão e preço abaixo do mercado.

A Sabesp e o governo paulista negam irregularidades. Em defesa, a empresa afirmou que as alegações são genéricas e que o sigilo do preço mínimo foi necessário para evitar distorções e ampliar a arrecadação. A empresa disse ter vendido as ações acima do piso.

A corte já havia rejeitado, em 2024, pedido de suspensão da privatização. O então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, entendeu que a análise exige fatos e provas, e que a paralisação poderia trazer prejuízos ao Estado de São Paulo.

Órgãos do governo divergem sobre o caso. A AGU foi contrária à lei, mas avaliou inadequada a natureza da ação apresentada pelo PT. A PGR defendeu o arquivamento do processo, sem suspender a privatização.

A decisão do STF pode ter efeitos sobre o modelo de privatização da Sabesp. Embora a empresa já esteja sob controle privado, o desenrolar do julgamento pode repercutir juridicamente a operação e o contexto político no estado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais