- A Polícia Federal foi à casa de Luís Pablo Conceição Almeida, jornalista de São Luís, apreendendo computadores e celulares usados em suas apurações.
- A PF classificou as ações como stalking (artigo 147-A do Código Penal), em referência a reportagens sobre uso privado de um carro oficial por Flávio Dino.
- O inquérito teve início em dezoito de dezembro de dois mil e vinte cinco, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República em janeiro e ficou sob relatoria de Alexandre de Moraes.
- Moraes sustentou, de forma vaga, que as publicações de Luís Pablo teriam apresentado um “modus operandi semelhante ao da organização criminosa” investigada no inquérito das fake news; houve resistência a comentários oficiais sobre o caso.
- O episódio ocorre num contexto de disputa política no Maranhão, com tensões entre apoio a Felipe Camarão e a candidatura do sobrinho de Dino, Orleans Brandão, além de críticas de entidades de imprensa temendo ataques à liberdade de expressão.
O jornalista Luís Pablo Conceição Almeida teve computadores e celulares apreendidos na manhã de uma operação da Polícia Federal em São Luís. O material de trabalho foi levado, incluindo informações de fontes e apurações em andamento. O crime atribuído seria o stalking, segundo o que consta no inquérito.
A PF declarou que o caso envolve publicações sobre uso irregular de patrimônio público por parte do ministro do STF Flávio Dino. Luís Pablo mantém um blog com foco em notícias locais e já havia divulgado evidências de uso de um SUV blindado de um órgão estadual em deslocamentos particulares.
A investigação foi instaurada formalmente no fim de 2025, teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República em janeiro e, em março, passou para o relator Alexandre de Moraes. As informações apontam para uma suposta relação entre as publicações do jornalista e um “modus operandi” de organização criminosa sob apuração no inquérito 4781.
Contexto político e desdobramentos
Flávio Dino não comentou o conteúdo das matérias. O governo estadual é alvo de disputas pela sucessão de Brandão, com apoio de Dino a Felipe Camarão e resistência de aliados de Brandão, que aponta Orleans Brandão como candidato. O caso hoje envolve a atuação de autoridades em favor de interesses políticos locais.
Diversas entidades da imprensa e jurídica classificaram a ação como preocupante. A Abraji descreveu a ordem como insuficientemente fundamentada; a OAB do Maranhão manifestou preocupação quanto ao instrumento utilizado. Observadores destacam a importância da defesa de fontes e do sigilo jornalístico.
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