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Correção recente não freia corrida pelo ouro e Ourominas fatura 1,5 bi

Correção recente não freia alta do ouro; Ourominas registra faturamento de R$ 1,5 bilhão com demanda física e digital em ascensão no Brasil

Da esquerda para a direita: Olivia Goldstein, CFO da Ourominas; Juarez Filho, fundador e presidente da companhia; e Annelise Pettinati, CMO da empresa
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  • O ouro acumula valorização no cenário internacional, com alta de cerca de 37% em doze meses, saindo de US$ 3,2 mil para US$ 4,5 mil por onça-troy, mesmo após recente correção.
  • No Brasil, as reservas de ouro atingiram 172,44 toneladas no primeiro trimestre de 2026, o maior nível da série histórica.
  • A Ourominas, maior corretora de ouro da América Latina, registrou faturamento de R$ 1,5 bilhão nos últimos doze meses, com demanda crescente por ouro físico e digital.
  • A CFO da Ourominas, Olivia Goldstein, afirma que o ouro deixou de ser apenas reserva tradicional e passou a fazer parte de estratégias de proteção e diversificação de carteiras, buscando lastro e liquidez.
  • O fundador e presidente da empresa, Juarez Filho, ressalta que o ouro também funciona como preservação de patrimônio para as novas gerações, especialmente em cenários de juros altos e instabilidade geopolítica, enquanto a empresa ampliou operações de câmbio diante da volatilidade do dólar.

O ouro segue em alta, mesmo após recente correção de preços. Nos últimos 12 meses, o metal valorizou-se cerca de 37% no mercado internacional, de US$ 3,2 mil a US$ 4,5 mil por onça-troy, impulsionado por busca por proteção, compras de bancos centrais e incertezas geopolíticas.

No Brasil, a demanda por ouro físico e digital subiu. Dados do World Gold Council apontam reservas nacionais de 172,44 toneladas no 1º trimestre de 2026, recorde histórico da série.

A Ourominas, maior corretora de ouro da América Latina, acompanhou o maior interesse pelo metal. No último ano, a empresa faturou R$ 1,5 bilhão, indicando diversificação de portfólio para além da reserva tradicional.

Para a CFO Olivia Goldstein, o ouro ganhou espaço estratégico nas carteiras, servindo de proteção e lastro com liquidez capaz de atravessar ciclos econômicos. O objetivo é manter ativos que assegurem valor em volatilidade.

Juarez Filho, fundador e presidente, aponta benefício de preservação de patrimônio entre gerações. O ouro é visto como instrumento de segurança, especialmente em cenários de juros altos, inflação e instabilidade geopolítica.

A Ourominas também registrou crescimento nas operações de câmbio, movidas pela volatilidade do dólar, viagens internacionais e demanda por remessas. O desempenho recente reforça a atuação multisetorial da empresa.

Contexto internacional

O ouro no mercado global passou por trajetória volátil. Após máximas acima de US$ 5,3 mil no início de 2026, houve correção de 16% a 20%, com níveis próximos de US$ 4,5 mil por onça. Em maio, a queda ficou ao redor de 3%.

Segundo a LPL Financial, o metal assumiu papel híbrido: reserva de valor e fonte de liquidez em dólares. Em meio a tensões no Oriente Médio, governos do Golfo Pérsico passaram a vender ouro para reforçar caixa.

O relatório de maio indica que, desde 2019, o ouro passou a integrar regras de Basileia III como ativo de primeira linha, ampliando sua utilização nos balanços de bancos. A leitura aponta uso temporário para financiar liquidez global.

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