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UBS apresenta guia para manter investimentos diante de choques geopolíticos

UBS recomenda manter investimentos, diversificar e proteger carteiras diante da volatilidade geopolítica e de possível interrupção prolongada de energia global

Empresa suíça de serviços financeiros alerta que tentar antecipar choques geopolíticos costuma resultar em erros e perda de oportunidades
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  • O UBS recomenda manter os investimentos de longo prazo, diversificar e proteger as carteiras diante da volatilidade, evitando tentar antecipar choques geopolíticos.
  • A crise no Oriente Médio pode impactar o abastecimento global de energia, com o Estreito de Ormuz passando de cerca de 20 milhões para 15 milhões de barris por dia, apesar de rotas alternativas.
  • Fontes alternativas de energia, como gás natural liquefeito e carvão, ajudam, mas há déficit significativo; o GNL depende muito do Catar, que responde por cerca de 20% da oferta global.
  • A volatilidade é vista como oportunidade para quem tem caixa: reduzir posições concentradas e aumentar exposição a dívida de alta qualidade, commodities, ouro e ativos alternativos, com coberturas quando necessário.
  • O cenário é considerado favorável para os mercados, com foco em Estados Unidos, Europa, Japão, China e emergentes; o dólar pode subir no curto prazo como proteção frente à crise.

A UBS, instituição suíça de serviços financeiros, aconselha investidores de longo prazo a manterem os investimentos, diversificar e proteger carteiras diante da volatilidade causada por choques geopolíticos. A recomendação é evitar tentar antever eventos internacionais, que costuma gerar erros e perda de oportunidades.

Segundo Mark Haefele, diretor de investimentos da UBS Global Wealth Management, a orientação é clara: quem investe a longo prazo deve permanecer com seus ativos, já que a história mostra falhas frequentes em previsões sobre geopolítica.

À medida que a crise no Oriente Médio se amplia por conta da relação entre Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o UBS aponta risco de interrupção prolongada do abastecimento energético global. Tal cenário pode impactar mercados financeiros.

Antes do conflito, a passagem do Estreito de Ormuz movia cerca de 20 milhões de barris por dia. Hoje, aproximadamente 15 milhões estão bloqueados, ainda que haja rotas alternativas, conforme cálculos da instituição.

Para mitigar impactos, Haefele sugere que fontes alternativas de energia como GNL ou carvão possam reduzir déficits, mas o ajuste envolve também queda na demanda global. O GNL tem oferta mais restrita, com o Catar respondendo por cerca de 20% do mercado.

Ele avalia, entretanto, que o atual patamar de preços elevados da energia não deve alterar significativamente a trajetória dos mercados no longo prazo, e que tentar prever correções tende a gerar perdas e riscos adicionais.

A UBS aponta que a economia mundial já é menos dependente do petróleo. A demanda remanescente está concentrada em setores menos sensíveis ao preço, o que eleva a necessidade de subida de preço para provocar quedas duradouras.

Panorama do mercado

A instituição acredita que episódios de volatilidade podem abrir oportunidades para quem tem caixa suficiente para entrar no mercado de forma gradual. A recomendação é reduzir posições concentradas e buscar diversificação em dívida de alta qualidade, commodities, ouro e ativos alternativos, com uso de coberturas quando necessário.

A UBS prevê potencial de ganho ao ajustar a exposição a títulos de médio prazo, visando renda e diversificação. A instituição espera queda gradual das taxas de referência conforme a crise se afrouxe ou se prolongue, com os mercados antecipando menor crescimento.

Haefele aponta que o risco de concentração em carteiras aumenta, já que movimentos de energia podem beneficiar alguns perfis e prejudicar outros. A estratégia sugerida é manter portfólios investidos, diversificados e protegidos, aproveitando futuras oportunidades.

Além disso, o UBS recomenda incorporar coberturas de forma gradual à medida que a crise no Oriente Médio se estende, mantendo equilíbrio entre ativos e proteção contra riscos.

Ambiente pode ser favorável

Apesar das incertezas geopolíticas, o cenário econômico global é considerado favorável para os mercados, com foco em ações nos EUA, Europa, Japão, China e mercados emergentes. A projeção base aponta fechamento do ano com alta dos mercados de ações.

Para sustentar a recuperação de médio prazo, o UBS recomenda ampliar a exposição acionária por meio de diversificação entre setores, regiões e estilos, indo além do setor de tecnologia nos EUA e fortalecendo setores industriais, serviços públicos e presença na Ásia.

A instituição revisou para baixo perspectivas setoriais, com ajustes recentes em tecnologia, TI, serviços de comunicação nos EUA e financeiro europeu para neutro. Em contrapartida, aposta na valorização do dólar no curto prazo, como proteção contra cenários prolongados.

O cenário positivo envolve possível acordo entre EUA e Irã, com cessar-fogo em Israel e danos à infraestrutura energética limitados. Contudo, um cenário negativo inclui resistência de líderes a concessões, aumentando a instabilidade regional.

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