- Circle lançou o cirBTC, um token wrapped Bitcoin com reserva on‑chain verificada 1:1, inicialmente na rede Ethereum e na blockchain Arc.
- O mecanismo não usa custodiante terceirizado, com verificação de reservas em tempo real diretamente na blockchain.
- O cirBTC se integra ao Circle Mint e às pools de liquidez em USDC, conectando-se a protocolos DeFi de empréstimos e derivativos.
- A expectativa é ampliar a liquidez do Bitcoin, estimada em 1,7 trilhão de dólares, aproveitando o momento de fluxo para ETFs de BTC.
- O rollout completo está previsto para o segundo trimestre de 2026, com integração a mais DeFi e potencial expansão para Solana e outras soluções em layer 2.
Circle lança cirBTC, token Wrapped Bitcoin com lastro 1:1 em BTC on-chain
A Circle apresentou cirBTC, um token com lastro 1:1 em BTC nativo on-chain, com reservas verificáveis em tempo real e sem custodiantes terceirizados. O lançamento inicial ocorre na Ethereum mainnet e na própria Arc blockchain da Circle.
O objetivo é ampliar a utilidade do Bitcoin em DeFi, conectando BTC a pools de liquidez, USDC e Circle Mint. O movimento busca explorar a lacuna de liquidez estimada em cerca de US$ 1,7 trilhão de BTC, integrando-se a protocolos de DeFi, empréstimos e derivativos.
Contexto e justificativa da iniciativa
Historicamente, o mercado de Bitcoin Wrapped tem operado com questões de transparência de custódia. O WBTC, lançado em 2019, chegou a ter bilhões em TVL, mas sofreu com desconfiança após a crise de 2022 envolvendo corretoras. RenBTC perdeu participação após auditorias contestadas.
Rachel Mayer, vice-presidenta de produto da Circle e da Arc, destacou a necessidade de verificação on-chain em tempo real e a ausência de intermediários entre o detentor e o BTC que lastreia o token. A Circle afirma que cirBTC oferece lastro 1:1 verificável e infraestrutura já confiável pelo mercado.
Detalhes técnicos e integração
O cirBTC não depende de custodiantes intermediários entre o usuário e o BTC de lastro. A Circle usa verificação de reservas on-chain em tempo real, com ligação direta ao Circle Mint para operações OTC e conectividade com pools de liquidez em USDC. A meta é criar um ambiente de collateral cruzado que não era possível com propostas anteriores.
Há ressalvas sobre riscos: a infraestrutura da Circle é centralizada por natureza, e há avisos sobre riscos de tokenização entre cadeias. Eventos como falhas em bridges ou ataques a contratos inteligentes podem exigir respostas da empresa, conforme discutido em avaliações da área.
Marco de rollout e perspectivas
O rollout completo está previsto para o segundo trimestre de 2026, com integrações a protocolos DeFi e conectividade com Circle Mint até maio. Planos incluindo Solana e outras Layer 2s aparecem no roteiro, ainda que não confirmados.
A indústria acompanha movimentos regulatórios. A legislação de stablecoins de 2025 nos EUA cria um arcabouço para ativos digitais lastreados em fiat, mas produtos com BTC tokenizado operam em uma zona cinzenta. A clareza regulatória da SEC e CFTC pode acelerar ou frear a adoção, dependendo da classificação de cirBTC.
Potenciais impactos
Se cirBTC capturar parcela relevante da BTC mantida em estruturas de ETF, pode direcionar liquidez para DeFi em Ethereum e Arc, alterando o cenário de liquidez do mercado. Em caso de fricção regulatória ou eventos de confiança, o projeto também serve como referência para dúvidas sobre credibilidade de propostas de Bitcoin em infraestrutura.
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