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Family Offices e Private Banks treinam a próxima geração de sucessores

Family offices e private banks moldam a próxima geração de sucessores com educação financeira, governança patrimonial e gestão multijurisdicional

De uns anos para cá, há uma certa transição no perfil da nova geração de herdeiros em relação ao dinheiro
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  • Family offices e private banks estão cada vez mais envolvidos na preparação da próxima geração para administrar, preservar e expandir patrimônios, com educação financeira integrada ao planejamento sucessório.
  • No Itaú Private, o Finance Academy é o pilar central, conectando educação financeira, planejamento patrimonial e acompanhamento próximo; há trilhas como a Teens e o evento FWAG para transmitir valores e visão de longo prazo.
  • O Santander Private Banking destaca três pilares: educação financeira, governança patrimonial e planejamento sucessório, com programas que variam desde atendimento individual até vivência prática em reuniões de investimento.
  • O UBS Global Wealth Management Brasil atua em capacitação técnica, governança familiar e construção de redes de relacionamento, incluindo diagnósticos confidenciais para formalizar um protocolo familiar e, se necessário, conselhos independentes.
  • A geração atual tende a buscar propósito, ativos alternativos e maior residência internacional, o que exige governança clara para evitar conflitos e assegurar a continuidade do patrimônio ao longo das gerações.

A transição de fortunas entre gerações ganha cada vez mais importância na gestão de patrimônio. Family offices e private banks atuam para preparar a próxima geração não apenas para herdar, mas para administrar, preservar e ampliar capitais. A chamada “educação financeira” começa cedo, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Para o Itaú Private, o planejamento deve unir patrimônio, sucessão e educação. Entender a sucessão como processo ajuda a reduzir conflitos e preservar valor entre gerações, explica Fernando Beyruti. Autonomia dentro de regras definidas é vista como essencial, segundo Luciana Guaspari, do Santander Private Banking.

Mudança estrutural

A nova geração busca propósito e valores alinhados, com maior interesse por ativos alternativos ligados a tecnologia e impacto. A tendência é de maior engajamento com pautas ambientais e sociais, aponta Yuri Freitas, do UBS Global Wealth Management no Brasil.

Herdeiros também podem residir em diferentes países, o que exige compreensão das regulações de várias jurisdições. Essa visão compõe a governança patrimonial necessária para decisões transfronteiriças, segundo Guaspari.

Da educação à governança

A preparação envolve educação financeira, planejamento sucessório e acompanhamento próximo. O Itaú mantém o Finance Academy, com módulos para sucessores e trilha Teens, além de eventos como o FWAG, criado em 2008 para entender a sucessão.

O UBS trabalha com capacitação técnica, governança familiar e redes de relacionamento. Entrevistas confidenciais ajudam a mapear valores e tensões, resultando em um protocolo que formaliza princípios familiares.

A governança pode incluir um conselho de família e, em alguns casos, conselheiros independentes. A Santander Private Banking enfatiza a introdução gradual de conceitos de investimento e planejamento patrimonial nos programas.

Falar de sucessão não é o problema

Planejar a sucessão é visto como visão estratégica para reduzir riscos e manter o patrimônio a longo prazo. Conversas abertas ajudam a prevenir conflitos entre membros da família.

Entre erros comuns estão a ênfase exclusiva em aspectos tributários. Valores, propósito e intenção dos envolvidos ganham importância para a sustentabilidade do patrimônio.

Especialistas lembram que a formação em casa não basta. Vivência prática é essencial para que herdeiros atuem com autonomia na gestão financeira da família.

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