- A Apex Partners, com sede em Vitória, Espírito Santo, já soma R$ 17,5 bilhões em ativos e mira crédito privado por meio de uma estratégia regional.
- A empresa anunciou a aquisição integral da Contea Capital, gestora paulista de crédito privado especializada em fundos de direitos creditórios (FIDCs).
- A operação envolve a Forever Capital, com Wagner Kronbauer, fortalecendo a atuação em ativos privados e alternativos.
- A meta para 2030 é tornar a Apex o principal banco de investimento regional do Brasil, com R$ 45 bilhões em ativos sob supervisão (R$ 30 bilhões em advisory e R$ 15 bilhões na gestora).
- A estratégia inclui atuação em hubs regionais e a realização de eventos BRM, para ampliar a rede e promover oportunidades de mercados regionais.
A Apex Partners ampliou seu ecossistema de investimentos ao anunciar a aquisição integral da Contea Capital, gestora paulista de crédito privado voltada a FIDCs. A operação, já em andamento há meses, integra a estratégia de fortalecer a presença regional da empresa com foco em ativos privados.
A Apex, criada e liderada por Fernando Cinelli, tem atuação em cinco estados do Brasil e em Portugal. A compra da Contea Capital amplia a área de crédito privado e aproxima a empresa de outras operações com o escritório Forever Capital, de Londrina, que deu suporte à transação por meio de suas relações no setor.
A parceria já envolve a continuidade da atuação dos sócios fundadores da Contea, que passam a contribuir para a estratégia de ativos privados da Apex, mantendo o alinhamento com a visão de longo prazo. A iniciativa também já conectou a Apex a sua rede de clientes com demanda por soluções estruturadas.
A empresa destaca que a incorporação de crédito privado complementa seu portfólio, que já tem forte atuação em real estate, private equity e venture capital. Com a aquisição, a Apex busca encurtar o caminho de conhecimento e capilaridade para oferecer ativos alternativos com maior profundidade de atuação.
Cinelli aponta que a presença regional é parte essencial do modelo aberto pela Apex, que atua por meio de sócios locais em diferentes polos. A dinâmica de redes locais é apresentada como fundamental para ampliar o acesso de clientes a soluções de crédito privado.
Para o executivo, o crédito privado é parte central da estratégia de tornar a Apex um banco de investimento regional de referência. O tema é visto como uma demanda crescente de clientes corporativos por produtos estruturados, conforme avaliação da liderança.
A visão da empresa é escalonar a atuação regional até 2030, com o objetivo de chegar a R$ 45 bilhões em ativos sob supervisão, dos quais R$ 30 bilhões seriam em advisory e R$ 15 bilhões na gestão de ativos. A agenda inclui expansão de atuação em hubs como Maringá, Florianópolis, Joinville e outras cidades.
A Apex também organiza os BRM, eventos em cidades como São Paulo, Brasília e Nova York, para discutir oportunidades de mercado regional e ampliar o entendimento entre investidores. A coordenação fica a cargo do time de research, liderado por Rafael Andaku.
Para Cinelli, o capital humano é um ativo-chave, com foco em manter a cultura da empresa durante o crescimento. A diretoria reforça que a estratégia privilegia o alinhamento corporativo e a construção de uma rede regional sólida, ao invés de expansão acelerada.
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