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Blackstone quer tornar mercados privados acessíveis a investidores individuais

Blackstone amplia equipe de private wealth para mais de 450 profissionais até 2026, mirando US$ 1 trilhão em ativos de varejo e expansão global

Farhad Karim (à esquerda), diretor de operações de private wealth global da Blackstone, conversa com o chairman e CEO da Blackstone, Steve Schwarzman
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  • Blackstone pretende ampliar a equipe de private wealth para mais de 450 profissionais até o fim de 2026, partindo de 325 hoje, para alcançar US$ 1 trilhão em ativos de private wealth. Atualmente administra US$ 1,27 trilhão em ativos totais.
  • Os veículos de private wealth já em operação incluem BXPE, com US$ 18 bilhões em dois anos, BXINFRA, com quase US$ 4 bilhões no primeiro ano, e o BMACX, que reúne diversas estratégias de crédito.
  • A empresa está lançando a Versão 3.0 do private wealth, oferecendo portfólios multiestratégia que combinam imóveis, crédito privado, private equity e infraestrutura em um único produto.
  • A distribuição será fortalecida com novos polos nos EUA (San Francisco, Miami; expansão em Chicago) e maior atuação em mercados de alto patrimônio, como sul da Califórnia, Seattle e Dallas, com contratação de liderança para RIAs.
  • A educação é central: mais de 18 mil assessores já passaram pela Blackstone University; a empresa planeja ampliar webinars e iniciativas públicas em 2026, com expansão internacional na Ásia, Europa (ELTIF) e Austrália.

A Blackstone, maior gestora global de ativos alternativos, pretende ampliar sua equipe de private wealth para mais de 450 profissionais até o fim de 2026, ante 325 hoje. A meta acompanha o ritmo de lançamento de produtos e expansão de polos nos EUA, mirando maior presença entre consultores, corretoras e planos de aposentadoria.

A cartada é tornar os mercados privados uma parte central de carteiras de varejo, com a ambição de alcançar US$ 1 trilhão em ativos de private wealth nos próximos anos. Atualmente, o braço de varejo administra US$ 302 bilhões, 27% acima de 2023.

Para a empresa, o movimento é parte de uma nova fase do private wealth, chamada de Versão 3.0, que busca oferecer portfólios de mercados privados completos em vez de exposições isoladas. A estratégia envolve veículos multiestratégia com imóveis, crédito privado, private equity e infraestrutura.

Expansão e produtos

O Blackstone Private Equity Strategies Fund (BXPE), lançado em 2024, atingiu US$ 18 bilhões em dois anos, com liquidez periódica. O Blackstone Infrastructure Strategies (BXINFRA), de 2025, captou quase US$ 4 bilhões no primeiro ano e investe em data centers, transição energética e redes de transporte.

O Blackstone Multi-Asset Credit and Income Fund (BMACX) consolida várias estratégias de crédito da gestora. Esses fundos cobram taxas administrativas e, em alguns casos, incentivos de desempenho, variando por fundo e classe de cotas.

Mercado e educação

Segundo Farhad Karim, chefe de private wealth global, 80% do universo investível nos EUA permanece privado, o que sustenta a aposta na participação de varejo. A empresa reforça presença com novos polos regionais em San Francisco e Miami, além de ampliar atuação em Chicago, sul da Califórnia, Seattle e Dallas.

A educação é pilar da estratégia: mais de 18 mil assessores já passaram pela Blackstone University. Em 2026, a empresa planeja ampliar webinars e iniciativas públicas. Hoje, cerca de 300 mil investidores nos EUA possuem produtos de private wealth por meio de intermediários.

Internacionalização

Além dos EUA, a Blackstone avança mundialmente: Japão mira 50 profissionais dedicados a private wealth; Europa ganha distribuição via ELTIF para acesso padronizado a ativos privados; Austrália já conta com presença local desde 2025. A área de aposentadorias continua como desafio estratégico, com planos que envolvem maior participação de mercados privados.

Conjunto estratégico

Karim aponta que o objetivo é facilitar acesso a múltiplas estratégias de forma simples e integrada, mantendo a qualidade de gestão típica da Blackstone. A aposta é que a combinação adequada de estruturação, equipe e educação transforme mercados privados em pilar central de carteiras de varejo, não apenas em nicho restrito.

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