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BlackRock amplia private equity e acelera boom global de family offices

Venda da Global Infrastructure Partners à BlackRock impulsiona boom de family offices, com fundadores criando plataformas próprias para gerir fortunas e investir em setores estratégicos

‘Bayo’ Ogunlesi, cofundador da Global Infrastructure Partners, ao lado de Larry Fink, CEO da BlackRock: gestora comprou a GIP por cerca de US$ 12,5 bilhões
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  • BlackRock comprou a Global Infrastructure Partners por cerca de US$ 12,5 bilhões, impulsionando o movimento de family offices entre ex-banqueiros.
  • Quatro dos seis sócios fundadores da GIP começaram ou expandiram seus family offices após a venda, segundo a Bloomberg.
  • Michael McGhee criou o family office Corysande em outubro de 2024, quando a BlackRock finalizou a aquisição; a Corysande recebeu US$ 473,5 milhões em ações.
  • Outros fundadores passaram a investir em áreas como biotecnologia e agricultura, buscando estruturar legados duradouros.
  • A tendência acontece em meio ao acúmulo de riqueza e à busca por diversificação, com mais de US$ 5 trilhões sob gestão por family offices entre as 500 pessoas mais ricas, segundo a Bloomberg.

A BlackRock comprou a Global Infrastructure Partners (GIP) por cerca de US$ 12,5 bilhões, encerrando a gestão da empresa no fim de 2024. Os ex-banqueiros do Credit Suisse por trás da GIP passaram a atuar em um novo patamar: o segmento de family offices.

Pelo menos quatro dos seis sócios-fundadores da GIP iniciaram ou ampliaram seus esforços para gerenciar fortunas próprias após a venda. Michael McGhee e Raj Rao recrutaram equipes para organizar seus family offices, com McGhee formando a Corysande, já no momento da conclusão do negócio.

Bayo Ogunlesi e Matthew Harris também intensificaram investimentos por meio de seus family offices, financiando uma startup de biotecnologia nos EUA e um fundo voltado ao apoio à agricultura, respectivamente. O grupo detém patrimônio líquido conjunto de pelo menos US$ 3,7 bilhões.

Mudança de cenário no mercado

A atuação dessas gestoras de private equity reflete a busca por proteção de fortunas que se expandem com o aumento de ativos alternativos. A BlackRock destinou mais de US$ 25 bilhões a esse mercado nos últimos dois anos, conforme levantamento da Bloomberg.

Além disso, a fusão e aquisição entre gestoras vem impulsionando a formação de family offices entre executivos de PE, hedge funds, logística e outros setores, à medida que ganhos de liquidez elevam a necessidade de gestão institucional de patrimônios.

Entre os que já migraram para esse modelo, o trio por trás de Coller Capital e Blue Owl Capital também criou ou ampliou seus family offices nos últimos quatro anos, com foco em diversificação de ativos.

McGhee, vice-presidente da GIP, criou a Corysande em outubro de 2024, logo após a BlackRock adquirir a empresa. A sede fica em Londres, e a novidade inclui a contratação de Chitra Khatri, ex-JPMorgan Chase, para liderar as atividades de investimentos.

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