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Universidade de Cambridge é acusada de obfuscação em investimento em armas

Cambridge é acusada de obfuscação sobre o fundo de endowment de £4,2 bilhões, com cerca de 1,7% investido em aeroespacial e defesa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Students at an encampment on the grounds of Cambridge University
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  • O fundo de patrimônio da Universidade de Cambridge é de cerca de £4,2 bilhões e é gerido pela UCIM, operando como um “fund of funds”.
  • A UCIM afirmou não ter investimentos diretos em armas, mas cerca de 1,7% estão no setor aeroespacial e de defesa, sem revelar quais empresas.
  • Estudantes e alguns professores acusam a universidade de máxima obfuscação, dificultando o escrutínio dos investimentos.
  • O grupo de trabalho que avaliou os investimentos divergiu sobre armas: alguns defendem transparência (relatório se investimentos ultrapassarem 1%), outros sugerem manter abaixo de 1% ou não investir.
  • A discussão ocorreu após o acampe pró-Palestina em King’s College em 2024; a universidade vai analisar um relatório sobre os vínculos com o setor de defesa.

A Universidade de Cambridge enfrenta críticas por suposta obfuscação em relação ao seu fundo de investimento de £4,2 bilhões e aos ganhos obtidos com fabricantes de armas. A discussão ocorre enquanto o Conselho da universidade avalia um relatório sobre vínculos com o setor de defesa.

O fundo é administrado pela UCIM, uma empresa privada controlada pela universidade, que age como um “fund of funds” com participação em diversos setores. O objetivo é assegurar a segurança financeira de longo prazo da instituição.

A polêmica ganhou força após protestos estudantis em Kings College em 2024, que exigiam o rompimento de laços com Israel. Em resposta, a universidade se comprometeu a revisar seus vínculos com a indústria de armas.

Estrutura do fundo e transparência

A UCIM informou que não possui investimentos diretos em armas, mas reconheceu que cerca de 1,7% do portfólio está ligado aos setores aeroespacial e de defesa. Ainda não revelou quais empresas integram esse segmento.

Um grupo de trabalho da universidade afirmou que a lista completa de empresas investidas não foi fornecida, o que dificultou a formulação de recomendações. Os membros discutem se devem haver limites ou divulgação mais ampla.

Reações e posicionamentos

Alguns docentes defendem que o portfólio do fundo pode financiar a defesa nacional, especialmente em tempos de instabilidade global. Já outros acadêmicos defendem transparência maior e possível desinvestimento em fabricantes de armas.

A comunidade estudantil tem pressionado pela desvinculação total de investimentos em armamentos, associando as ligações a riscos éticos e de responsabilização institucional. A discussão não tem conclusão neste momento.

Próximos passos

O Conselho Universitário, incluindo a vice-reitora Deborah Prentice e lideranças colegiadas, deve deliberar sobre o relatório do grupo de trabalho. A pauta concentra-se em equilíbrio entre confidencialidade comercial e necessidade de transparência.

Cambridge não comentou o conteúdo do relatório nem as deliberações previstas. A instituição mantém o foco na avaliação de implicações éticas e de política de investimentos, sem declarações definitivas sobre ações de desinvestimento.

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