- Em 2025, family offices aumentaram a exposição a criptomoedas, com Bitcoin e Ether como pontos de entrada principais, respaldados pela melhoria da infraestrutura e menor necessidade de expertise interno.
- Pesquisa da BNY Mellon aponta que 74% de ultra-wealthy family offices já investem ou exploram criptomoedas, alta impulsionada por custody, compliance e veículos regulados.
- Movimentos relevantes incluíram family offices de Hong Kong investindo via hedge funds cripto e planos do escritório de Arthur Hayes de levantar US$ 250 milhões para um fundo de private equity cripto.
- Para 2026, a volatilidade e o desempenho recente fraco limitam o otimismo, com expectativa de maior participação via IPOs ativos e ETFs regulados, além de possível retomada do pipeline de IPOs.
- Em meio à volatilidade, parte dos investimentos tende a migrar para ativos mais estáveis, como imóveis, e o sucesso em 2026 dependerá de disciplina, infraestrutura e underwriting rigoroso.
Famílias de UHNW ampliaram a exposição a criptomoedas em 2025, mantendo Bitcoin e Ether como pontos de entrada principais devido à infraestrutura cada vez mais robusta e à menor necessidade de expertise interna. O movimento indica uma mudança de hábitos, com foco em gestão de risco e controles.
Dados apontam que 74% de UHNW atendidas pela BNY Mellon já investem ou exploram ativamente criptomoedas, alta de 21 pontos percentuais frente ao ano anterior. Acomodações de custódia, conformidade e veículos regulados ajudam a reduzir entraves.
Movimentos observados incluem aumento de alocações com diligência prévia por family offices, sinalizando uma abordagem de longo prazo. Empresas de gestão relatam entrada de novos clientes e maior diligência antes de cada aporte.
Perspectiva para 2026
Para 2026, a volatilidade continua a influenciar as expectativas, com desempenho recente fraco pesando sobre o otimismo. A tendência aponta maior participação via portfólio em IPOS ativos e instrumentos regulados, além de interesse potencial em ETFs de criptos.
O relatório também aponta possibilidade de retomada do pipeline de IPOs e adoção mais restrita apenas para infraestrutura sólida. Em alguns escritórios, a volatilidade tem impulsionado realocação para ativos estáveis, como imóveis, conforme avaliações de risco.
Especialistas destacam que o sucesso em 2026 depende de disciplina: infraestrutura robusta, seleção criteriosa de oportunidades e underwriting sólido são vistos como fatores-chave para manter o engajamento no setor de ativos digitais. Recursos de custody e governança continuam a ser prioridades.
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