- A CPMI do INSS adiou a análise de 21 requerimentos de quebra de sigilo ligados ao Banco Master, a empresas associadas e a aliados de Lula e Bolsonaro, após acordo entre os partidos.
- Ao todo havia setenta e oito requerimentos na pauta, dos quais cinquenta e sete foram aprovados, liberando possibilidade de identificar participação nas fraudes, seguir o caminho do dinheiro e pedir medidas judiciais.
- Entre os requerimentos adiados estão pedidos de acesso a dados do Banco Master e de pessoas como Onyx Lorenzoni, Pietro Lorenzoni e Enrique Lewandowski (filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski).
- O presidente da CPMI, Carlos Viana, disse ter conversado com o ministro Dias Toffoli sobre restrição do escopo, mantendo o foco nos descontos indevidos em benefícios do INSS.
- Também ficou definido que novas convocações ficam para depois do Carnaval; a CPMI poderá encaminhar representações ao Judiciário para medidas cautelares, e pedir dados à Febraban para reconstruir o funcionamento do esquema desde 2015.
A CPMI do INSS adiou a análise de requerimentos de quebra de sigilo ligados ao Banco Master e a aliados do presidente Lula e do ex-presidente Bolsonaro. A decisão ocorreu após acordo entre partidos e não houve definição de data para votações.
Ao todo, a pauta somava 78 requerimentos, dos quais 57 foram aprovados. Eles autorizam a CPMI a identificar participantes das fraudes, rastrear o destino dos recursos e solicitar medidas ao Judiciário contra investigados por descontos indevidos em benefícios do INSS. Sessão foi marcada por acordos internos.
Do total, 21 requerimentos foram retirados e ficarão para deliberação futura, conforme decisão da presidência da comissão em comum acordo com os líderes partidários. A medida gerou expectativa sobre próximos desdobramentos.
Foram adiados pedidos de quebra de sigilo e de acesso a dados ligados ao Banco Master e a empresas associadas, como a Credcesta, além de figuras expostas politicamente, incluindo Onyx Lorenzoni e Pietro Lorenzoni, filho do ex-ministro. Também aparece Enrique Lewandowski, ligado ao ex-ministro Ricardo Lewandowski.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, informou que houve orientação de restringir o escopo das investigações. Ele ressaltou que o foco é apurar os descontos indevidos nas contas dos aposentados, em acordo com o ministro Dias Toffoli.
Ainda segundo Viana, a votação de novas convocações fica para depois do Carnaval. Entre possíveis convocações, está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citado por testemunhas. Também está em análise a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e os fatos apurados.
Requerimentos aprovados e próximos passos
A CPMI autorizou o envio de representações ao Judiciário para medidas cautelares contra investigados, como prisão preventiva, proibição de saída do país e retenção de passaportes, conforme avaliação judicial. Entre os citados estão Américo Monte Júnior, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Marco Aurélio Gomes Júnior e Mauro Palombo Concilio.
Também foram aprovados pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal, permitindo acesso a Relatórios de Inteligência Financeira junto ao Coaf. As diligências atingem entidades, escritórios de advocacia e pessoas físicas ligadas ao esquema.
Os dados podem abranger períodos que vão de 2015 até o momento, conforme o alvo da investigação. A CPMI planeja ainda solicitar à Febraban informações sobre fraudes, incluindo histórico de empréstimos consignados e mecanismos de autorregulação do sistema financeiro.
Entre na conversa da comunidade