- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que seria ótimo se o banqueiro Daniel Vorcaro delatar, em relação ao caso do Banco Master.
- Vorcaro é investigado pela Polícia Federal pela suposta venda de ativos podres ao BRB, fraude que pode chegar a 12 bilhões de reais.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chamou a possível fraude de uma das maiores da história; Wagner disse estar tranquilo.
- Wagner confirmou conhecer Vorcaro, negando ter indicado Guido Mantega ao Master e confirmando ter sugerido Ricardo Lewandowski para o conselho do banco.
- A investigação envolve a liquidação do Master pelo Banco Central e um contrato envolvendo a esposa de Moraes, com pagamentos de 129 milhões de reais.
Lide
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta terça-feira (27) que torce por uma delação do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes ligadas à liquidação do Banco Master. A ideia de colaboração foi apresentada como “ótima” pelo senador.
Vorcaro é alvo de investigação da Polícia Federal sobre venda de ativos podres ao BRB, operação que pode chegar a 12 bilhões de reais. O caso foi apontado pelo ministro Fernando Haddad como uma possível maior fraude bancária da história do país.
Wagner afirmou, em entrevista, conhecer Vorcaro, mas negou que isso tenha implicações. O senador citou ainda que não teme consequências políticas, mesmo ao tratar da relação com o banco envolvido.
Envolvimentos e desdobramentos
Wagner negou ter indicado Guido Mantega ao Master, mas confirmou ter sugerido Ricardo Lewandowski para o conselho da instituição. Um executivo da empresa teria buscado a indicação, segundo o senador, que também falou de um relacionamento tranquilo com Augusto Lima, ligado ao Master.
O Banco Master permanece sob investigação da Polícia Federal, que apura venda de carteiras de crédito fraudulentas ao BRB e eventual liquidação pelo Banco Central. O caso ganhou impulso com operações anteriores, incluindo a análise de contratos ligados a familiares de autoridades.
A polícia federal já tinha identificado um contrato referente à esposa de Moraes, prevendo pagamento de 129 milhões de reais em três anos, entre as provas apreendidas na operação Compliance Zero, realizada no fim de 2025.
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